Os 100 anos de fundação do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira no Estado da Bahia (Sintracom-BA) foram parabenizados pela deputada Olívia Santana (PCdoB), em moção de aplausos apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
A parlamentar apresenta, no documento, parte da história do sindicato, que foi fundado em 19 de março de 1919, sendo “um dos primeiros Sindicatos do Brasil, criado com a primeira denominação de Sindicato dos Pedreiros, Carpinteiros e Demais Classes”. Em 1946, segundo Olívia, o sindicato “mudou a sua nomenclatura, na perspectiva de açambarcar a todos os profissionais da indústria da Construção Civil, da capital baiana, passando a denominar-se Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Salvador”.
De acordo com a legisladora, em agosto de 1990, os trabalhadores decidiram em assembleia geral a mudança de nome para Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário de Salvador e, em agosto de 1991, ele passou a se chamar Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil, do Mobiliário e Similares no Estado da Bahia. A denominação atual veio no dia 12 de julho de 1992, em decisão do I Congresso Estadual da Construção Civil, passando a se chamar Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira no Estado da Bahia. “Ou seja, a cada avanço da atividade produtiva, com suas especializações e complexidades, o sindicato também vai atualizando sua denominação e suas tarefas no árduo mercado de trabalho, no ramo da construção civil”, ressaltou Olívia.
“Em todo o mundo, a luta dos trabalhadores e trabalhadoras é parte da história dos povos. A relação capital trabalho cria desequilíbrios brutais em desfavor da classe trabalhadora. Daí a importância dos sindicatos”, explicou Olívia, afirmando que o Sintracom-BA nasceu “para defender os interesses da categoria, levantando bandeiras históricas de lutas erguidas pelo conjunto da classe trabalhadora de então, como jornada de trabalho de oito horas, liberdade de organização sindical, aumento de salários, isonomia salarial entre homens e mulheres que exercessem as mesmas funções e a abolição do trabalho infantil”.
Olívia lembrou que o Sintracom-BA atravessou ditaduras civil e militar, intervenções federais, teve dirigentes perseguidos e presos, organizou greves e movimentos históricos, destacando-se a chamada Revolta dos Peões, em outubro de 1989. “O Sintracom-BA é a voz dos trabalhadores do ramo da construção e, nestes 100 anos de existência, sua trajetória tem sido pautada por muitas lutas e conquistas para a categoria que representa, para a classe trabalhadora em geral e pelo desenvolvimento do Estado da Bahia e do Brasil. Sua história é digna de reconhecimento e merecedora da presente homenagem”.
A parlamentar comunista frisou ainda que o sindicato é decisivo na defesa da categoria e no combate a acidentes de trabalho, buscando sempre condições adequadas de segurança, para que os operários desempenhem suas funções preservando sua integridade física e suas vidas.
“Vale lembrar que, em 2011, nove operários da Construtora Segura, que trabalhavam na Avenida Antônio Carlos Magalhães, numa das torres do Edifício Tomé de Souza, foram mortos, após a quebra de um elevador, do tipo balança, que transportava cargas e também trabalhadores da obra, um dos piores acidentes da história da construção civil, na Bahia. Neste ano de 2019, na véspera do centenário, no dia 18/03/2019, mais dois operários faleceram, após caírem de um elevador de serviço externo, num edifício de luxo no Corredor da Vitória. Nestes episódios, a atuação da entidade representativa dos trabalhadores é essencial no atendimento às famílias das vítimas, prestando todo apoio para buscar garantir os direitos e fazer com que as empresas respondam legalmente pelas vidas perdidas”, esclareceu.
Por fim, a deputada destacou que as mulheres também passaram a fazer parte da categoria profissional. “Ainda que em minoria, elas crescem mostrando que é possível se irmanarem com os homens e buscar garantir direitos iguais. Atento a isso, o sindicato hoje conta com uma atuante Secretaria de Mulheres, que realiza palestras e inúmeras ações de conscientização, além de incluir nos acordos coletivos, cláusulas que contemplam o segmento feminino”, concluiu.
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