O deputado Hilton Coelho (PSOL), propôs que Estado altere o nome da Estação de Metrô Rodoviária para Estação de Metrô Makota Valdina. Em projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) ele argumentou que a estação de metrô Rodoviária, na Avenida ACM, faz referência ao Terminal Rodoviário de Salvador, situado próximo à estação de metrô. “Entretanto, a Rodoviária, como é popularmente chamada, será desativada e encaminhada para a região da BR 324, sendo que já há intenção de estender o metrô para essa nova localização”, observou ele, na justificativa da proposição.
“Desta forma, teremos duas estações de metrô com o nome Rodoviária, sendo necessário renomear a estação localizada na Avenida ACM, como forma, inclusive, de evitar confusão dos usuários do metrô”, acrescentou ele, no documento. Para ele, é essencial a mudança de nome da estação. “Nada melhor do que, então, homenagear Makota Valdina, uma mulher negra, baiana e lutadora dos direitos da população afrodescendente, que forma a maioria da população baiana”, defendeu Hilton.
Na proposição, o deputado conta a história de vida da mulher que pretende homenagear. “Negra, educadora, líder religiosa e comunitária, militante da liberdade religiosa, bem como dos direitos da população negra, Valdina de Oliveira Pinto, mais conhecida como Makota Valdina, nasceu e cresceu no Engenho Velho da Federação, bairro de Salvador onde se registra a maior concentração de terreiros de candomblé e um histórico de resistência e valorização da ancestralidade do povo negro em Diáspora”, contou o parlamentar.
Desde a juventude, acrescentou Hilton Coelho, Valdina Pinto esteve envolvida com ações sociais na sua comunidade. Foi iniciada no candomblé em 1975 e Makota foi o cargo religioso ocupado por ela no terreiro de candomblé Tanuri Junçara, espécie de conselheira da mãe de santo. Valdina foi professora da rede pública municipal de Salvador e membro do Conselho Estadual de Cultura da Bahia. Recebeu algumas condecorações ao longo de sua trajetória, entre elas o Troféu Clementina de Jesus, da União de Negros Pela Igualdade (UNEGRO); Troféu Ujaama, do Grupo Cultural Olodum; a Medalha Maria Quitéria, da Câmara Municipal de Salvador, e o título de Mestra Popular do Saber, pela Fundação Gregório de Mattos.
Ela morreu no mês passado, aos 75 anos, “deixando grande comoção e um belo histórico de lutas contra a intolerância religiosa e o racismo, e de luta por valorização da cultura afro-brasileira e pelos direitos dos afrodescendentes”.
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