Representantes de partidos de esquerda, entidades jurídicas, populares e sindicais protagonizaram, na manhã desta sexta-feira (5), a sessão especial em Defesa da Democracia Lula Livre. Proposta pelo deputado Marcelino Galo (PT), que presidiu a Mesa, a sessão contou com o plenário e as galerias Paulo Jackson lotados, faixas e cartazes abertos e gritos de liberdade ao ex-presidente.
“Esse evento foi orientado pela Frente Nacional Lula Livre, composta por todos os partidos democráticos de esquerda desse país, por todos os movimentos sociais e populares comprometidos com o povo”, declarou Galo, em seu discurso inflamado. Ele lembrou que o ato marca também o lançamento da Jornada Mundial de Luta pela Liberdade do Presidente Lula, realizada pela classe trabalhadora brasileira entre os dias 7 e 10 de abril. “Essa jornada só acabará quando a gente tirar da prisão o presidente Lula, porque estão naquela prisão todos os brasileiros democratas e a classe trabalhadora deste país”.
“No dia 7, domingo, completa-se o fatídico ano da reclusão, no qual a burguesia brasileira, associada ao capital internacional, com a interferência do imperialismo, prendeu o nosso presidente numa farsa judicial como nunca vista nesse país. O juiz (Sergio) Moro organizou de forma milimétrica a sua ação judicial com a cumplicidade dos tribunais superiores. Organizou com o calendário eleitoral, quando o objetivo maior era a retirada das eleições do seu verdadeiro vencedor, o que seria hoje o presidente desse país, Luiz Inácio Lula da Silva”, afirmou Galo.
O deputado Osni Cardoso (PT), que assume, na ALBA, a coordenação de uma Frente Parlamentar em Defesa de Lula – de acordo com Marcelino Galo, a primeira criada em uma Assembleia Legislativa do Brasil com esse objetivo –, afirmou que “Lula foi covardemente trancafiado de forma injusta e vil por aqueles que pensam que este país só serve para ser quintal do primeiro mundo”.
“A perseguição que sofre o PT e o presidente Lula não se resume ao PT. Engana-se quem pensa que se trata de um problema somente para o nosso partido. Lula é um preso político, e isso só atenta contra a democracia brasileira, no ano em que o principal líder que a classe trabalhadora já produziu neste país foi preso sem garantias básicas de um processo ou julgamento justos”, ressaltou Osni.
Representando o governador do Estado, Rui Costa, a secretária da Promoção da Igualdade Racial, Fabya Reis, começou recordando o Hino da Bahia, que diz: “Com tiranos, não combinam brasileiros corações”.
“O nosso líder político Luiz Inácio Lula da Silva é essa referência internacional e no Brasil, porque a sua compreensão é que um projeto político é feito a muitas mãos, e ele representa essa síntese. Cada recado (de Lula), cada diálogo é para plantar em nós que não matarão nossos sonhos e não matarão nossas esperanças”, discursou a secretária, que ainda criticou, segundo ela, a retirada “daquilo que é o nuclear em qualquer democracia, o direito soberano ao povo de falar e de se manifestar”.
“Nós estamos falando aqui de sentimentos, nós estamos falando aqui de resgatar a humanidade desse país e nós não nos renderemos à barbárie, porque brasileiros não vão tolerar que mais uma vez a gente viva um processo ditatorial”, declarou Fabya.
Representantes de diversos partidos de esquerda, como o próprio PT, o PCO, PSOL, PC do B, PSB e PTC também manifestaram seu apoio à campanha Lula Livre na tribuna.
A sessão contou ainda com a apresentação do Coral do Bairro da Paz, sob a regência do maestro Sidney Argolo. Os presentes também cantaram juntamente ao Ivan Huol Trio, composto pelo baterista que lhe dá nome e os companheiros dele, Ivan Bastos e Cinho da Matta. Eles lembraram jingles de campanhas presidenciais, como o Lula Lá, sendo acompanhados pelos presentes.
Além dos citados, foram convidados a participar da Mesa os deputados federais Jorge Sola (PT), Joseildo Ramos (PT), Afonso Florence (PT) e Daniel Almeida (PC do B), o secretário de Ciência Tecnologia e Inovação, Rodrigo Hita; a defensora pública Mônica Aragão, a vereadora Marta Rodrigues, o presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, o advogado e professor da Uneb, Uirá Azevedo, representando a Associação de Juristas pela Democracia, o representante nacional do PCO, Antônio Eduardo, o representante do PSOL, Eudes Oliveira, e a prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho.
Também compareceram ao plenário as deputadas Maria del Carmen (PT) e Fátima Nunes (PT), os deputados petistas Paulo Rangel, Robinson Almeida, Jacó e José Raimundo e o deputado Jurandy Oliveira (PP). De acordo com Galo, a ausência do líder do governo, deputado Rosemberg Pinto (PT), se deu por ele estar realizando exames médicos em São Paulo. O presidente da sessão também lembrou a ausência da deputada Neusa Cadore (PT), que está de licença médica.
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