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Fabíola Mansur lembra a trajetória do fotojornalista Gervásio Baptista

Publicado em: 08/04/2019 14:52
Editoria: Notícia

A deputada Fabíola Mansur (PSB) lamentou, em moção de pesar apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), a morte do fotojornalista Gervásio Baptista, no último dia 5 de abril. “Na manhã da última sexta-feira,  o Brasil perdeu um dos seus maiores fotojornalista, Gervásio Baptista, carinhosamente chamado de fotógrafo dos presidentes, aos 96 anos. Ele morreu na casa de repouso para idosos Espaço Sênior, onde viveu os últimos anos de sua vida”, contou. 


No documento, Fabíola destacou a “sensibilidade a toda prova e o grande domínio técnico” de Gervásio Baptista, que “fez da fotorreportagem seu ofício e tornou-se protagonista do cotidiano nacional, fotografando de presidentes da República a misses”.


Nascido em Salvador, no ano de 1923, Gervásio Baptista se dedicou à profissão por mais de 50 anos. Trabalhou no ramo da fotografia desde os 9 anos. Iniciou como auxiliar de laboratorista da Foto Jonas, em Salvador. Atuou em diários e emissoras da capital baiana e, no final da década de 1940, mudou-se para o Rio de Janeiro para trabalhar na revista O Cruzeiro. Logo depois, integrou a equipe inaugural da revista Manchete, da Adolpho Bloch.


No âmbito político, ficou conhecido por registrar diversos presidentes, acompanhando de Getúlio Vargas a Dilma Rousseff. “É dele um dos cliques mais famosos do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Na foto, o criador de Brasília acena com a cartola na mão, tendo o povo e o Congresso Nacional ao fundo, no dia da inauguração da capital, em 21 de abril de 1960”, observou Fabíola Mansur, na moção de pesar.


Entre inúmeros destaques, a deputada observou que foi de Gervásio a última imagem pública de Tancredo Neves vivo, tirada no Hospital de Base do Distrito Federal, em março de 1985, onde o presidente da República (ainda não empossado) aparece ao lado da equipe médica. Pelos trabalhos realizados, ficou conhecido como o "Fotógrafo dos Presidentes", sendo dele, inclusive, a credencial de número 001 do Palácio do Planalto.


“A carreira de Gervásio não se restringiu a área política. Cobriu a Guerra do Vietnã, a Revolução Cubana e acompanhou a queda do ex-presidente argentino Juan Domingo Perón. Só de Copas do Mundo, participou de sete, e registrou 16 concursos de Miss Universo. É, no dizer dos colegas e admiradores, uma lenda da fotografia”, concluiu a deputada.



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