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Projeto de Del Carmen proíbe uso de pesticida que afeta as abelhas

Publicado em: 16/05/2019 14:14
Editoria: Notícia

A deputada Maria del Carmen (PT) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), projeto de lei para proibir o uso de agrotóxicos a base de neonicotinoide na Bahia. Os neonicotinoides são uma classe de inseticidas derivados da nicotina. “É um dos pesticidas mais utilizados em todo o mundo, uma vez que o mesmo possui o diferencial de ser sistêmico, ou seja, se espalhar integralmente por toda a planta, compreendendo folhas, flores, raízes, caule e, inclusive, no néctar e no pólen”, explicou a deputada, ao justificar a proposta. Segundo ela, o pesticida atua diretamente nas sementes, de forma que, ao desenvolver-se toda a planta é maculada com seus vestígios. 

“Uma vez que o neonicotinoide atinge o néctar e o pólen das plantas, estudos comprovaram que o mesmo prejudica a habilidade das abelhas e dos zangões em vibrar, de forma que acometidos de tal problema perdem a habilidade de menear as flores para realizar a polinização”, observou. Segundo ela, estudos  indicam ainda que o uso do pesticida está relacionado com a diminuição da população de abelhas. E acrescentou que um estudo realizado na Inglaterra apontou tal ocorrência no período de 1994 a 2011, quando o uso de tal substância foi intensificada naquele país.

Segundo del Carmen, em janeiro de 2013, a EFSA (European Food Safety Authority) estabeleceu que neonicotinoides possuem um risco inaceitavelmente alto para as abelhas e que a indústria financiou agências regulatórias para que divulgassem apelos de segurança em prol de seus produtos. Outro estudo de um grupo italiano (na Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America em outubro de 2013) já havia demonstrado que os neonicotinoides desregula o sistema imune das abelhas tornando-as susceptíveis a infecções de vírus contra os quais elas eram resistentes antes do contato com a substância. 

“O uso dos neonicotinoides foi proibido na Comunidade Europeia e outros países, após estudos evidenciarem correlações com o desaparecimento de colônias de abelhas”, afirmou ela, no final da justificativa. “Tomando como exemplo o posicionamento de importantes países no cenário mundial, devemos segui-los a fim de preservar o nosso ecossistema, bem como a saúde dos baianos”, concluiu. 


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