Um ato político suprapartidário pelo Dia do Combate à LGBTIfobia foi realizado, na tarde desta quinta-feira (16), na Assembleia Legislativa. Organizado pelo Movimento LGBTI na Bahia, com o apoio dos mandatos dos deputados Jacó Lula da Silva (PT), Olívia Santana (PC do B), Hilton Coelho (Psol) e Fabíola Mansur (PSB), o evento reuniu, além de associações e grupos de defesa da comunidade LGBTI, entidades e movimentos negros da Bahia e gestores estaduais.
Dirigida pelo ator transformista e ativista Rafael Pedral, a mesa foi composta por Amélia Maraux, pró-reitora de ações afirmativas da Universidade do Estado da Bahia (Uneb); Milena Passos, representando a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM); coronel da PM Lázaro, representando a Secretaria de Segurança Pública (SSP); Vilma Reis, defensora pública; Gleiton Guimarães, coordenador do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBTI (CPDD) e o deputado Jacó Lula da Silva.
VIOLÊNCIA
Segundo a pró-reitora da Uneb, a articulação proposta pelo evento é fundamental, “pois nós sabemos que esse processo de articulação das forças democráticas, de centro e de esquerda, tem se colocado no Congresso Nacional, que as frentes feministas populares e LGBTIs têm sido mobilizadas para que a gente possa dar conta do enfrentamento a esse momento de retrocesso, de desmonte do estado, das políticas públicas, da educação pública e gratuita no Brasil”, enfatizou.
Maraux relembrou que o Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais e o segundo que mais mata LGBTIs. Já a Bahia é o segundo estado brasileiro que mais mata LGBTIs. “Nos referimos a crimes de ódio e isso mostra o quanto é difícil, o quanto é perigoso ser LGBTI nesse país. A violência contra o LGBTI, o feminicídio e a violência contra a população negra é de responsabilidade do estado e é preciso que o estado assuma essa responsabilidade na defesa das nossas vidas” frisou.
Na audiência, a deputada Fabíola Mansur falou da urgência em visibilizar as pautas da comunidade LGBTI entre elas a criminalização da LGBTIfobia, propondo aos presentes um ato pela continuidade do julgamento do STF, no sentido de enquadrar a LGBTIfobia na lei de racismo, “já que o Congresso Nacional se omite a julgar crimes de ódio”.
As atitudes e medidas de intolerância e agressão ao segmento foram denunciadas pela defensora pública, Vilma Reis, que conclamou os movimentos e parlamentares a se manifestarem “contra o ataque permanente às comunidades LGBTIs do Brasil. E que essa manifestação política parta da Bahia, porque a Bahia é régua e compasso”.
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