O deputado Diego Coronel (PSD) apresentou moção de congratulações e aplausos pela santificação de Irmã Dulce, através do decreto de canonização assinado pelo papa Francisco, no Vaticano. De acordo com o parlamentar, o “Anjo Bom da Bahia” deixou um importante legado para a população. “Sua trajetória foi dedicada aos pobres até que faleceu deixando um legado de amor, caridade e altruísmo”, disse.
A primeira graça de Irmã Dulce reconhecida como milagre possibilitou a sua beatificação, pelo Vaticano em 2001, nove anos após a sua morte. Foi um caso de pós-parto de uma moradora da cidade de Malhador, no interior de Sergipe. No dia 14 de maio de 2019, o Vaticano reconheceu o segundo milagre da Irmã Dulce, que será proclamada Santa. O milagre ocorreu com uma pessoa cega, que pediu ajuda à Irmã Dulce e acordou enxergando.
Segundo Coronel, a vocação para trabalhar em benefício da população carente teve a influência direta da família, uma herança do pai que ela levou adiante, com o apoio decisivo da irmã. Irmã Dulce assumiu a responsabilidade para enfrentar graves problemas sociais. Em 1939, ela invadiu cinco casas na localidade da Ilha do Rato, na capital baiana, para abrigar doentes que recolhia nas ruas de Salvador. Expulsa do lugar, ela peregrinou durante uma década, levando os seus doentes por vários locais da cidade.
Por fim, em 1949, Irmã Dulce ocupou um galinheiro ao lado do Convento Santo Antônio, após autorização da sua superior, com os primeiros 70 doentes. A iniciativa deu origem a um dos maiores hospital da Bahia. Em 1959, foi estabelecida oficialmente a Associação Obras Sociais Irmã Dulce.
De acordo com o site da associação, atualmente a sede das Obras Sociais atende diariamente cerca de duas mil pessoas e realiza 12 mil cirurgias e 18 mil internamentos anualmente, a Osid também é responsável hoje por 5% dos procedimentos ambulatoriais e 9% das internações hospitalares no município.
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