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Audiência debate propostas para o fortalecimento dos esportes equestres

Publicado em: 22/05/2019 22:11
Editoria: Notícia

A Comissão Especial de Desporto, Paradesporto e Lazer da Assembleia Legislativa deu um importante passo para o fortalecimento do esporte equestre na Bahia, com a realização de uma audiência pública que discutiu os principais problemas e desafios enfrentados pelos amantes da modalidade esportiva. No encontro proposto pelo vice-presidente do colegiado, deputado Tiago Correia (PSDB), os parlamentares escutaram atentamente as demandas apresentadas por criadores de cavalos, treinadores de equinos-atletas e empreendedores do ramo, e se dispuseram a buscar soluções. 


No início da audiência, Correia fez uma breve exposição dos impactos da equinocultura na economia. De acordo com o parlamentar, a indústria é uma das que mais movimenta recursos no Brasil. O país tem o terceiro maior rebanho mundial de equinos, com mais de 5,5 milhões de animais, e uma movimentação de cerca de R$ 16,5 bilhões por ano, gerando 600 mil empregos diretos. Na Bahia, também representa balanço positivo. Segundo o deputado, a equinocultura é muito impulsionada pela utilização de equinos nos esportes.

“Nós entendemos que os esportes equestres, além de serem atividades esportivas, têm uma importância econômica muito grande para o estado. Coletamos informações importantes, que vão pautar a construção de um documento que será levado ao Governo do Estado. A Assembleia, por meio da Comissão de Desporto, poderá fazer essa interlocução para o desenvolvimento dos esportes equestres  na Bahia”, afirmou o tucano. 
Para o representante do Núcleo Baiano de Criadores de Quarto de Milha, Sandro Ferreira, o cavalo-atleta movimenta toda indústria, sendo alvo de cuidado especial, alimentação, tratamento e treinamento específico. Segundo Ferreira, hoje diferentes ramos da economia trabalham para que os equinos esportistas consigam desempenhar bem as suas funções. No entanto, ainda existe necessidade de apoio por parte da administração pública. 

“Em São Paulo, por exemplo, a Associação Nacional dos Criadores de Quarto de Milha tem parceria com duas cidades e, somente em uma delas, tem três pistas cobertas para a prática de esportes equestres. Aqui na Bahia inteira a gente não tem uma pista para esportes equestres. O que a gente percebe são os parques de exposições sucateados e precisando de alguma atenção. Para que possamos crescer nos esportes, precisamos de mão-de-obra especializada e equipamentos profissionais”, afirmou Ferreira. 

Representante do Circuito Clube dos Trinta, Ney Pamponet chamou a atenção para criação de novos laboratórios e criticou os órgãos de fiscalização. “Tínhamos uma Adab forte, mas nos últimos anos vem sucateada. A Adab hoje praticamente não existe. A vaquejada, antes, era o único esporte equestre bem vigiado na Bahia. Tínhamos que pagar taxa, mas tínhamos também uma equipe que fiscalizava os eventos. Eram necessários os exames de anemia e mormo. Hoje, muitas vezes se paga a taxa, mas nenhum representante comparece às provas. Esse é um estado que depende muito da agricultura e pecuária e precisa ter um cuidado”, desabafou. 


Conforme analisou o deputado Bobô, presidente da comissão, a audiência foi importante para os representantes do segmento e terá desdobramentos no sentido de obter a atenção adequada aos esportes equestres.  “Todos apresentaram alguma dificuldade, sentimento ou reivindicação, e esta casa serve também como uma espécie de ouvidoria. Fiquei muito feliz porque esse encontro enriqueceu muito essa comissão. A partir desta discussão, nós faremos reuniões com secretários de Estado, levando das demandas dos criadores, dos esportistas criadores, atletas criadores e empreendedores. Vamos buscar mostrar o quanto é economicamente importante os esportes equestres para a Bahia, pelo que gera de recursos, de emprego e oportunidade”, afirmou Bobô.

Para o deputado Zó (PC do B), a audiência pública reforçou o caráter democrático da Comissão de Desportos, colocando em pauta assuntos pouco discutidos pela administração pública. “Quando se cria uma comissão de esportes no Brasil, as pessoas imaginam que irá tratar só de futebol, por ser um dos esportes mais queridos do mundo. No entanto, esta comissão tem dado sinais de que o comprometimento tem ido muito além do futebol. Ao falarmos sobre esportes equestres, estamos abordando também a questão econômica e a cultura da nossa região”, enfatizou. 

Participaram do encontro também os deputados Antonio Henrique Jr. (PP) e Roberto Carlos (PDT), além de representantes do Núcleo de Apartação da Bahia, Clube dos Trinta de Vaquejada, Associação de Criadores de Cavalo Campolina da Bahia, Núcleo do Manga Larga Machador e da Comissão de Esporte da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA).


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