O deputado Antonio Henrique Jr. (PP), presidente da Comissão Especial do Complexo Intermodal da Fiol, Porto Sul e Complexo Viário do Oeste (PONTE S-I), da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), fez nesta quarta-feira um balanço da audiência pública realizada na Câmara Municipal de Vera Cruz para discutir o impacto socioambiental do projeto da ponte Salvador/Itaparica. O encontro, realizado na quinta-feira da semana passada, reuniu vereadores de Vera Cruz e Itaparica, Ministério Público, ambientalistas, representantes da sociedade civil e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia.
De acordo com o parlamentar, a audiência foi uma oportunidade para a população mostrar aos membros do Governo do Estado e do município as principais preocupações a respeito da obra e seus impactos. A convite da Câmara de Vereadores de Vera Cruz, o diretor da Secretaria de Planejamento (Seplan), Paulo Henrique de Almeida, e a superintendente de Planejamento e Gestão Territorial da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Graça Torreão, explicaram o projeto, o andamento dos editais em licitação, as responsabilidades dos órgãos e expectativas para o futuro da ilha.
“Na condição de presidente da Comissão Parlamentar Especial do Complexo Intermodal da Fiol, ouvi atentamente os argumentos, prós e contras, e ratifiquei a nossa intenção de continuarmos a debater o tema até a exaustão para chegarmos a um entendimento consensual”, afirmou o presidente do colegiado. Ele contou que os transtornos enfrentados no retorno à Salvador aumentaram a sua convicção: a Ponte Salvador/Itaparica é imprescindível, não só para o progresso socioeconômico de Vera Cruz e Itaparica, mas para todos os municípios do projeto de desenvolvimento regional elaborado pelo governo. “Os municípios do Sul e Sudoeste do estado, por exemplo, são bastante beneficiados”, afirmou.
Durante a sessão, ficou definido que, logo após a Bahia Mineração (Bamin) definir o traçado do Porto Sul, os componentes da comissão farão uma visita para conhecer o local e detalhes sobre essa obra tão importante para o desenvolvimento econômico da Bahia. A Bamin e um consórcio formado por empresas da China vão iniciar a construção do empreendimento no segundo semestre deste ano, num investimento da ordem de R$ 2,5 bilhões. O serviço de implantação do porto vai gerar inicialmente 500 empregos, mas, no pico de obras, esse número saltará para até 2.500.
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