Projeto de lei apresentado pelo deputado Tum (PSC) na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) prevê reserva de vagas para turismólogos nos empreendimentos hoteleiros da Bahia. De acordo com a proposta, o mínimo e 30% das vagas deverão ir para bacharéis no curso superior de turismo, hotelaria e administração com habilitação em turismo ou hotelaria. Os cursos, de acordo com o projeto, deverão ser ministrado por estabelecimentos de ensino superior, oficiais reconhecidos em todo o território nacional.
Ao justificar a proposta, Tum observou que o turismo representa hoje uma das prioridades do governo estadual como agente propulsor do desenvolvimento socioeconômico da Bahia. E lembrou que, apesar de parecer recente, o bacharelado em turismo, teve seus fundamentos estabelecidos pelo governo federal em 1971, quando instituiu o curso superior de turismo no Brasil.
“Boa parte da população pensa que trabalhar nessa área é divertido, engraçado ou tranquilo, mas a história é bem diferente”, afirmou o deputado, no documento. “Não podemos deixar de admitir que existe um grande prazer em exercer essa atividade. Entretanto, enquanto o turista se diverte e aproveita seus momentos de descanso, o bacharel em turismo, trabalha para que o turista tenha o melhor tratamento e serviço possível”, acrescentou ele.
Para Tum, a Bahia possui um potencial extraordinário para o desenvolvimento turístico, mas somente possuir atrativos ou potencial turístico não basta para que a atividade se desenvolva e traga benefícios. “A falta de planejamento urbano tem causado a destruição desse potencial”, disse ele, citando como consequências dessa falta de planejamento a saturação, a desordem urbana e a degradação dos meios natural e urbano.
“O bacharel em turismo é responsável pela implementação do produto turístico para que este esteja em harmonia com o meio ambiente e a comunidade local, pois, se o produto ou atrativo turístico entra em conflito com algum desses dois elementos, sua implementação não será viável e nem bem-sucedida”, argumentou.
De acordo com o parlamentar, os empreendimentos não acolhem esses profissionais, porquê preferem aproveitar a mão de obra mais barata e que para eles gera menor custo. Sem levar em conta, acrescentou ele, o treinamento e a qualificação desses profissionais, incluindo aí os administradores com habilitação em turismo e hotelaria, os empresários brasileiros não são incentivados pelas instituições públicas para aproveitá-los numa infinidade de atividades. “Isso melhoraria sensivelmente a qualidade do trabalho prestado e maximizaria a ocupação e os lucros”, acredita Tum.
REDES SOCIAIS