Em ato comemorativo proposto pela presidente da Comissão dos Direitos da Mulher, Olívia Santana (PC do B), a Associação de Escolas de Educação Comunitária da Bahia (AEEC) festejou, nesta quinta-feira (13), os 30 anos de existência da instituição. O evento levou ao Auditório Jornalista Jorge Calmon, da Assembleia Legislativa, centenas de professoras comunitárias, alunos, e representantes de órgãos do poder público e da sociedade civil relacionados à educação e às causas sociais.
Além de Olívia Santana, participaram da mesa o superintendente de Planejamento Operacional da Rede Escolar da Secretaria Estadual de Educação; o diretor da AEEC, Ailton Moura; o vereador Edvaldo Brito; os coordenadores do Fórum Baiano de Educação Infantil e do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca), Marlene Santos e Waldemar Oliveira, respectivamente; a gestora do Centro Educacional João VI, irmã Jacira Santos; a mãe de aluno da Ceifar, Dejanira Alves; o ex-aluno da Escola Comunitária Luiza Mahin Tiago Muniz; e Normando Batista e Lindalva Amorim, dois dos fundadores da AEEC.
AEEC
Com o objetivo de oferecer uma educação integrada ao contexto sociopolítico e às matrizes afro-brasileiras aos filhos dos trabalhadores, a AEEC foi fundada em 1989, por mulheres que acreditavam no papel da educação como ferramenta de transformação da realidade das famílias e comunidades. Trinta anos depois a instituição conta com 800 professores, distribuídos em cem escolas comunitárias associadas, e atende a 9.500 crianças do ensino infantil até o fundamental.
Segundo a proponente do ato comemorativo, o trabalho desenvolvido pela AEEC é de grande importância para Salvador pelo fato de agregar instituições educacionais organizadas por mulheres professoras, negras em sua grande maioria, que se uniram para suprir a lacuna da educação infantil, oficialmente a cargo da prefeitura municipal.
"Por isso, trouxemos esse movimento para dentro da Assembleia Legislativa, para mostrar que ele existe e é necessário que os deputados também assumam, acolham e legislem no sentido de facilitar o trabalho dessas professoras e, sobretudo, dar a estrutura digna que essas escolas merecem", salientou a parlamentar.
Entre os fundadores da instituição homenageada, Lindalva Amorim contou a história da associação criada a partir da necessidade de agregar as escolas comunitárias em bairros periféricos, que não tinham estrutura, e ainda não eram reconhecidas oficialmente. "Isso atrapalhava a vida dos alunos que concluíram a 4ª série e não podiam entrar no ginásio, porque a escola não tinha registro. Com o reconhecimento, os alunos, como meus filhos que estudaram na Escola Aberta do Calabar, puderam dar continuidade aos seus estudos. Hoje, todas as comunidades, todas as mães e mulheres que lutaram por essa educação são vitoriosas", comemorou.
REDES SOCIAIS