A mudança na direção da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen) dominaram os debates na manhã desta terça-feira (18) na Comissão de Agricultura e Política Rural. O deputado Sandro Régis (DEM), vice-presidente do colegiado, criticou a nomeação Maurício Bacelar como novo diretor-geral da Adab. O parlamentar acha que o critério para a nomeação deveria ser técnico. Ele elogiou Maurício Bacelar como “gente de bem”, mas que “não é do ramo. O Governo trocou o respeito a quem produz por apoio político”, disse.
A situação da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia foi analisada também pelo deputado Paulo Câmara (PSDB). Ela já ocupou a segunda posição num ranking de avaliação de desempenho “e hoje se encontra em penúltimo lugar”. Segundo Câmara, na avaliação da Federação da Agricultura do Estado, “a Adab passa por uma fase caótica”.
UNIÃO
O governador Rui Costa e o secretário da Agricultura, Lucas Costa, foram defendidos por Jusmari Oliveira (PSD). Presidente da comissão, ela esteve com ambos dirigentes durante a realização do Bahiafarm Show, final do mês passado, e garantiu que estão empenhados em promover uma eficaz defesa agropecuária na Bahia. Pediu que questões políticas sejam relevadas e que os deputados se unam em defesa do fortalecimento do agronegócio baiano.
Os deputados estão preocupados. O Estado corre o risco de ser afetado por doenças e pragas que dizimam rebanhos e lavouras, como a peste suína e a mosca da carambola, foram exemplos citados por Paulo Câmara.
A interrupção das atividades da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen), determinada pela Petrobras em março deste ano, foi o outro assunto abordado na reunião desta manhã. “É uma questão de segurança nacional”, desfechou Eduardo Salles (PP), que já realizou sessão especial sobre o assunto.
Segundo ele, a população corre risco de desabastecimento caso a fábrica continue fechada. A Fafen parou por 45 dias e anunciou prorrogação de igual período sem funcionamento. Os insumos fabricados pela fábrica são utilizados na indústria de alimentos, produção de cosméticos, farmacêutica, produtos de limpeza, alimentação de animais, fabricação de resinas sintéticas e plásticos.
Para o petista Jacó Lula da Silva, a situação “é grave e preocupante”. Ele também considera que é uma questão “de soberania nacional”. Sugeriu que a Comissão de Agricultura e Política Rural emita uma nota contra a parada da Fafen.
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