O deputado Marcelo Veiga (PSB) destacou, em moção de congratulações apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), a passagem dos 57 anos de emancipação política e administrativa dos municípios de Abaré, Boa Vista do Tupim e Ipecaetá, comemorados no dia 19 de julho.
Ao parabenizar a população de Abaré, Marcelo Veiga ressaltou a rica história da cidade e sua forte ligação com os povos indígenas, seus primeiros habitantes. “O nome indígena retrata a origem do lugar que passou pela exploração portuguesa”, afirmou ele, explicando que o termo é da língua tupi antiga que significa padre. “Era o nome que os índios davam ao rio que formava o vale onde se acha a cidade”, observou.
Antes de o lugar ser ocupado pelos portugueses, explicou o parlamentar, os índios eram os donos das terras. Essa configuração se manteve até a chegada de Nicolau Tolentino, na primeira metade do século XIX. “Vindo de Salvador, ele chegou para administrar terras recebidas de seu pai por doação, organizando a fazenda Abaré, local onde posteriormente edificou a capela de Santo Antônio. Em torno da construção religiosa, foram erguidas outras moradias, formando-se um povoado com a mesma denominação da fazenda”, contou Marcelo Veiga.
Já Boa Vista do Tupim, localizado no Piemonte Oriental da Chapada Diamantina, tem atualmente mais de 18 mil habitantes e sua economia é voltada para a pecuária e agricultura, com produção de cereais, leguminosas e oleaginosas.
A cidade é banhada pelos rios Tupim, riacho Canoa dos Poços e pelo Rio Paraguaçu, este que é responsável pelo abastecimento de água do município.
O terceiro município homenageado é Ipecaetá, localizado na região de planejamento do Paraguaçu, limitando-se a leste com de Feira de Santana e Antônio Cardoso, a sul com Santo Estêvão, a oeste com Rafael Jambeiro e Ipirá, e a norte com Serra Preta.
Veiga lembra que a região onde hoje fica Ipecaetá foi habitada por um grupo de indígenas, conhecidos como "IPECAS", sendo posteriormente invadida por colonizadores que tomaram a posse da terra e afugentaram os índios. Desse modo, a influência indígena nessa localidade enraizou-se por todas as áreas, inclusive em seu nome, que passou a ser conhecido como Ipecaetá, vocábulo tupi que significa "planta de casca grossa, planta cascuda".
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