A Assembleia Legislativa abriu para visitação, nessa segunda-feira (19), a exposição fotográfica #chamasdasolidariedade, que resgata a história da Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, em Monte Santo, atingida por um incêndio no dia 20 de abril. A mostra integra uma corrente solidária em prol da reconstrução do templo centenário e ficará aberta ao público até a próxima quarta-feira (21), um dia após o incêndio completar quatro meses.
Proposta pelo deputado Laerte do Vando (PSC), a exposição é composta por 15 fotografias que resgatam a história de fundação da igreja e retratam fatos que projetaram a imagem do município para o Brasil, a exemplo do meteorito de Bendengó - o maior já encontrado no país e um dos maiores do mundo -, localizado na cidade em 1784.
“É uma oportunidade ímpar que estamos tendo para falar sobre essa perda inestimável. A Igreja Matriz não é um patrimônio apenas de Monte Santo, mas de toda a Bahia. O nosso intuito é despertar nos visitantes o espírito solidário e o interesse pela preservação do patrimônio religioso do Estado”, pontuou.
Responsável pela pesquisa de textos e seleção de imagens, o escritor montessantense Ivan Santtana falou sobre o desafio em recontar a história de fundação da igreja e os principais fatos que ocorreram na cidade.
“Monte Santo é muita rica em história. Resumir toda essa vastidão em 15 imagens foi um desafio e tanto, mas fizemos um trabalho em conjunto para que tudo isso fosse possível”, relatou.
Além das fotografias, o público poderá adquirir livros de escritores locais, produtos artesanais, camisas, doces, biscoitos, geleias a base de frutas nativas do sertão, bem como cervejas artesanais de licuri e de umbu, produzidas e comercializadas por cooperativas de pequenos agricultores familiares da região. Todo valor arrecadado será destinado para as obras de reconstrução da igreja.
Construída em 1927, o templo ficou comprometido após as chamas destruírem a cobertura, a parte interna e peças sacras. De acordo com os técnicos da secretaria de Infraestrutura municipal, “a ausência de divisórias entre as paredes comprometidas pode provocar o desabamento caso ocorra esforços sobre a estrutura que restou”.
O superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Nacional (Iphan) na Bahia, Bruno Tavares, garantiu, que o órgão assinará um contrato para a reconstrução da cobertura da igreja. A previsão é que o documento seja assinado na quarta-feira (21). A obra de reconstrução do teto ficou orçada em R$ 700 mil.
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