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Frente Parlamentar Ambientalista realiza seminário sobre mudanças climáticas

Publicado em: 23/09/2019 21:54
Editoria: Notícia

A Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia realizou, nesta segunda-feira (23), na Assembleia Legislativa, o seminário Greve Mundial do Clima e Cúpula de Ação Climática da ONU. O deputado Marcelino Galo (PT) dirigiu os trabalhos da mesa, que contou com a presença do deputado Osni Cardoso (PT) e do professor adjunto da Ufba Osvaldo Soriano, membro do Painel Brasileiro de Mudança do Clima; Bruno Vilela, professor de ecologia espacial do Instituto de Biologia da Ufba; e Francisco Barros, professor de ecologia também do Instituto de Biologia.

Galo explicou que a Frente Parlamentar não poderia deixar de se manifestar no momento em que a Cúpula de Ação Climática se reúne na ONU e lembrou também da passagem, no dia 20, da Greve Mundial do Clima, “contra as mudanças que estão acontecendo por conta da ação do homem”.
“Aqui no Brasil tivemos um movimento intenso. E hoje, aqui, a gente organizou, junto com a nossa coordenadora executiva, Beth Wagner, essa discussão para começarmos a nos organizar com relação à nossa participação no Chile (na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas – COP25)”, explicou Galo. 

Com um auditório formado por ativistas, professores e membros de organizações sociais ambientalistas, os três professores trouxeram informações importantes de pesquisas e estudos acadêmicos. Osvaldo Soriano falou sobre o impacto do aumento do nível de dióxido de carbono (CO2) na variação do clima. Ele mostrou a capa de edição recente da revista inglesa The Economist, que mostra um aumento de 60% nas emissões de CO2 apenas de 1960 para os dias atuais.

Segundo Osvaldo, o setor energético, com usinas de combustíveis fósseis, é o responsável por mais da metade da emissão do CO2, que causa o efeito estufa, aumentando a temperatura média do planeta. No Brasil e na Bahia, mais de 50% das emissões vêm do desmatamento. Em Salvador, 74% vem do setor de transportes.

Para o professor, é importante o Estado criar compromissos e metas ambientais, respeitando o Acordo da COP21, em Paris. É importante, segundo ele, que a economia cresça sem emitir carbono.

O segundo palestrante, Bruno Vilela, discursou sobre a biodiversidade e as mudanças climáticas, que, entre muitos dados, mostrou que, a continuar nesse ritmo de aquecimento global, 25% das espécies da fauna e flora da América do Sul serão extintas em 100 anos. Ele disse ainda que, com o calor, o Brasil vai sofrer grande diminuição agrícola no futuro, o que é uma ameça à segurança alimentar. “Cada espécie que desaparece diminui o nosso potencial biotecnológico”, acrescentou. 

Em seu discurso, Francisco Barros falou sobre o impacto das mudanças climáticas no oceano, destacando a importância de regiões costeiras e marinhas como áreas naturais que prestam serviços ambientais e abrigam atividades econômicas importantes. Também explicou sobre regiões do estado que são afetadas pelas mudanças climáticas e a necessidade de desenvolvimento planejado de acordo com estas mudanças.


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