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Colegiado debate "Violência contra a Mulher, Feminicídio e Políticas de Empoderamento"

Publicado em: 26/09/2019 22:08
Editoria: Notícia

 O município de Catu foi palco na tarde desta quinta-feira (26) da audiência itinerante “Violência contra a Mulher, Feminicídio e Políticas de Empoderamento”, realizada na Câmara Municipal da Cidade, pela Comissão dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

O encontro, que teve inicio com uma apresentação do Grupo As Margaridas e uma explanação da pesquisadora da Universidade Federal da Bahia, Ângela Farias, contou com as presenças das deputadas estaduais Olívia Santana (PC do B), presidenta da Comissão dos Direitos da Mulher da Assembleia, e Maria del Carmen (PT).  

Durante seu pronunciamento, a deputada Olívia Santana falou sobre a necessidade da defesa e garantia da Lei Maria da Penha e da ampliação da participação das mulheres no poder. “As câmaras e assembleias continuam sendo compostas por uma minoria de mulheres. Temos que alterar essa matemática da política e ter mais mulheres no poder para que tenhamos mulheres fortes, com condição de dar efetividade às suas pautas”.

A deputada Maria del Carmen ressaltou a importância da mobilização do território para o sucesso da audiência e reafirmou o objetivo da Comissão da Mulher. “Não somos do Executivo, mas temos a possibilidade de desenhar essas propostas para que sejam adotadas pelo Governo do Estado”.
Já o prefeito de Catu, Geranilson Requião, frisou o ineditismo do encontro na cidade e reforçou a necessidade de outros para debater o enfrentamento à violência contra as mulheres na Bahia.

A presidenta do Conselho da Mulher de Alagoinhas, Juci Cardoso, frisou que “o único município que tem a rede de enfrentamento à violência contra a mulher completa no Território do Litoral Norte e Agreste Baiano é Alagoinhas. Para a Lei Maria da Penha funcionar, políticas públicas precisam ser efetivadas. Precisamos nos unir e pautar todos os governos. As mulheres que estão ocupando espaços de poder têm que ter uma responsabilidade maior de entender que ali na condição de mulher, ela pode fazer a diferença”, destacou a coordenadora.

Flávia Reis, representante da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia, destacou a necessidade de se ter orçamento para investir em políticas públicas e a criação de organismos de mulheres nos municípios.

Vereadora de Catu, Denise da Paróquia conclamou as mulheres presentes para se unirem nas audiências públicas para tratar de orçamentos dos municípios voltados para as políticas públicas para as mulheres. Além disso,  solicitou a criação de uma comissão de mulheres dentro do Consócio Norte e Agreste Baiano.

A funcionária do Cras de Alagoinhas, Luciana Mendes, mulher trans, também ressaltou a importância da efetivação da lei do feminicídio e lembrou da necessidade de legitimação das mulheres trans e cis dentro da lei.

Participaram da audiência representantes das cidades de Aporá, Araçás, Aramari, Catu, Cardeal da Silva, Crisópolis, Entre Rios, Esplanada, Inhambupe, Acajutiba, Itanagra, Itapicuru, Jandaíra, Olindina, Ouriçangas, Pedrão, Rio Real, Conde e Sátiro Dias.



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