A 15ª reunião ordinária da Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos, presidida pelo deputado José de Arimateia (Republicanos), discutiu o leilão para a exploração de petróleo de sete blocos marítimos próximos ao Parque Nacional Marinho de Abrolhos, arquipélago com a maior biodiversidade do Atlântico Sul.
A rodada de licitações organizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) foi duramente criticada pelo deputado Marcelino Galo Lula (PT). “A natureza de forma generosa nos concedeu aquela região e o poder do Governo Federal quer destruir aquela reserva marítima”. O petista destacou a ação organizada pela internet, que já alcançou 1 milhão de pessoas dizendo não ao leilão, e sugeriu apresentação de moção de apoio do colegiado à mobilização. O presidente José de Arimateia acatou a sugestão e deve encaminhar documento para aprovação na próxima reunião.
Situado no litoral baiano, o arquipélago de Abrolhos compõe o primeiro parque marinho do Brasil, o principal berçário das baleias jubarte e abriga importantes áreas de reprodução e alimentação de aves e tartarugas marinhas.
Marcelino Galo também manifestou preocupação sobre a mancha de óleo que afeta o litoral do Nordeste e chegou na Bahia. De acordo com o projeto Tamar, três tartarugas foram encontradas contaminadas pela substância, na praia de Mangue Seco, em Jandaíra, primeiro município baiano com o registro da mancha.
O petista criticou o desconhecimento do Governo Federal sobre o caso e cobrou posicionamento do Ministério do Meio Ambiente sobre a situação.
Também participaram da reunião os deputados Aderbal Caldas (PP), Jacó Lula da Silva (PT) e Eduardo Alencar (PSD).
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