Mais de 100 servidores públicos dos legislativos de 20 estados, além de representantes de 25 entidades sindicais e associações parceiras de todas as regiões geopolíticas brasileiras, participaram, na manhã desta terça-feira (19), da cerimônia de abertura do 43º Encontro Nacional da Federação Nacional, dos Servidores dos Poderes Legislativos Federal, Estaduais e do Distrito Federal (Fenale), no Auditório Jornalista Jorge Calmon, da Assembleia Legislativa da Bahia.
A entidade organizadora foi fundada no Rio Grande do Sul, em 93, com o objetivo de ser meio de convergência e de interação na divulgação de atos e fatos de interesse dos servidores do Legislativo, além de viabilizar a troca de experiências entre as assembleias do país.
O evento, que traz a temática “Defender Direitos e Lutar por Novas Conquistas”, precede a 23ª Conferência Nacional dos Legisladores e Legislativos (CNLE), promovida pela da União Nacional dos Legisladores e Legislativo (Unale), que acontece desta quarta-feira (20) à sexta-feira (22), no Hotel Quality, no Stiep.
Fizeram parte da mesa de abertura do encontro a secretária-geral da Unale, deputada Ivana Bastos (PSD) - que representou o presidente da ALBA, Nelson Leal; o deputado presidente da Unale Kennedy Nunes (PSD/SC) ; o presidente da Fenale José Eduardo Rangel; o diretor-geral da Unale, Germani Esteves; e o presidente da Pública Central do Servidor, José Gozze.
Coube à Ivana Bastos dar boas-vindas aos participantes, momento em que ressaltou a importância de receber dois grandes eventos na Bahia. “Recebemos vocês com muita garra, com muita determinação e muita vontade de servir. Vocês são fundamentais para as casas legislativas, a alma do nosso mandato e os laços que unem essas duas entidades devem ser mantidos em prol de um Legislativo cada vez mais fortalecido e humanizado”, salientou.
O objetivo do encontro, segundo o presidente da Fenale, José Eduardo Rangel, é provocar discussão a respeito da defesa dos direitos que vem sendo retirados dos trabalhadores por meio das reformas que estão sendo votadas e que já foram promulgadas pelo Congresso Nacional. “Nós somos Brasil, entendemos que reformas como a tributária são mais importantes do que a trabalhista que veio a penalizar exatamente aqueles menos favorecidos. Nós queremos trabalhar em conjunto, servidores dos poderes públicos, trabalhadores da iniciativa privada e governo, para que cheguemos a um denominador comum, pois todos nós queremos o melhor para o nosso país”.
Depois abertura, foi realizado o Pinga-Fogo, momento de depoimento das entidades filiadas à Fenale sobre a realidade da cada uma das assembleias legislativas. No Rio Grande do Sul, conforme relata o secretário-geral da Fenale, Nelson Florisbaldo, a realidade está péssima, por conta da crise nacional, na qual o servidor público acaba pagando por questões de acertos de caixa.
“Um exemplo é a promulgação da PEC da Previdência. Nós do Rio Grande do Sul, temos uma PEC paralela que o governador do Estado encaminhou à Assembleia, na qual o servidor, mesmo o aposentado, é taxado em 18% da Previdência”, citou.
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