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Ministra Damares Alves prestigia Conferência da Unale

Publicado em: 21/11/2019 22:08
Editoria: Notícia

A União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale) fez a entrega simbólica de protocolo de ideias à ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, na tarde desta quinta-feira (21), durante conferência da entidade, que acontece em Salvador (BA). Segundo o presidente da Unale, deputado Kennedy Nunes (SC), são 174 sugestões resultantes de seminários regionais, realizados durante o ano, com temas que versam sobre o suicídio, sistema único de segurança pública, combate à violência contra mulher, automutilação e a revisão do pacto federativo.

Kennedy Nunes explicou que o conjunto de considerações apresentado engendrará em políticas públicas, cuja organização e elaboração final ficará a cargo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O fruto desse trabalho será apresentado pela próxima gestão da Unale, sob a presidência da deputada baiana Ivana Bastos (PSD), que é candidata única ao cargo na assembleia geral desta sexta-feira (22), ao final do congresso.

Damares Alves enalteceu a parceria da Unale – oficializada em abril desse ano, através de acordo de cooperação – em abraçar os temas e discorreu sobre a incidência de automutilação e suicídio entre a juventude brasileira. Segundo a ministra, estima-se que a violência autoprovocada alcance 14 milhões de crianças, adolescentes e jovens no país. “É um mar de sangue no Brasil, as famílias estão em desespero, clamando por socorro”, definiu Damares.

A ministra ratificou ainda o compromisso da Pasta no combate à violência contra a mulher, informando que vai atuar contra a violência em suas diversas facetas, inclusive aquelas que são pouco debatidas, como a ‘violência política’, “que reflete na sub-representação das mulheres na política”. Ela ilustrou com dados das últimas eleições municipais: “Mais de 1.300 dos 5.570 municípios brasileiros não elegeu nenhuma mulher para a Câmara de Vereadores”. Damares Alves defendeu ainda a criação de órgãos de defesa e proteção aos direitos da mulher, como a instalação de Procuradoria da Mulher nas câmaras de vereadores. “Hoje apenas 19% dos municípios possuem tais órgãos”, observou.


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