Em concorrida audiência, mais de 350 pessoas e 72 entidades sociais se reuniram, nesta segunda-feira (9), para discutir as estratégias de desenvolvimento da Economia Solidária na Bahia e no Brasil. O evento foi realizado no Auditório Jornalista Jorge Calmon, na Assembleia Legislativa da Bahia, a pedido do senador Jaques Wagner (PT), autor da PEC 69/2019, cujo objetivo é incluir a Economia Solidária entre os princípios da Ordem Econômica do país.
Além do senador, participaram da audiência o presidente da ALBA, Nelson Leal (PP), os secretários estaduais de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e de Desenvolvimento Rural (SDR), Davidson Magalhães e Josias Gomes, respectivamente; o presidente da Unicopas, Arildo Mota; a irmã Lourdes Maria Staudt Dill, da Cáritas Brasileira; e Débora Rodrigues, do Fórum Brasileiro da Economia Solidária.
Ao expor o projeto, Jaques Wagner frisou a grande importância social e a inserção da economia solidária entre os objetivos fundamentais da República, “mas ainda incipiente na ordem econômica real. Portanto, a sua inclusão possibilitará a criação de políticas públicas, a fim de movimentar o setor”, justificou.
ESTRATÉGIAS
Dois temas relativos ao assunto foram tratados durante o evento. Na parte da manhã, a respeito dos desafios da economia solidária na atual conjuntura e, à tarde, sobre as estratégias da política de economia solidária com base na equidade. O desmonte das políticas sociais e o reflexo negativo no momento atual do setor foi opinião unânime entre os presentes, que propuseram estratégias para enfrentar a situação.
A Lei Estadual da Economia Solidária foi aprovada na Bahia em 2011. Atualmente, mais de 2,2 mil empreendimentos são assistidos pelos Centros Públicos de Economia Solidária. Para Neusa Cadore (PT), que relatou o projeto, a proposta “é fundamental para reconhecer essa economia, seus valores e práticas que ajudam a tornar o mundo mais justo e igualitário”, reforçou.
APOIO
Prestigiando o evento, o presidente da ALBA lamentou o atual momento no Brasil, com a estigmatização dos movimentos sociais pelo governo federal e a dificuldade dos agricultores familiares, principalmente no semiárido baiano. Leal sugeriu que o poder público priorize esses produtores na aquisição de alimentos, como uma forma de fortalecer e consolidar a economia na região.
Também reforçou o apoio da Casa ao segmento, com a realização mensal de feiras agroecológicas. “Agora temos que nos dar as mãos, para a construção de um país mais justo, mais fraterno e economicamente mais forte, e acho que são audiências públicas como essa, que vão a ajudar o país a voltar aos trilhos”, elogiou.
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