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Frente Nacional Makota Valdina promove Ebó Coletivo na ALBA

Publicado em: 12/02/2020 14:24
Editoria: Exposição

Um Ebó Coletivo em favor da Educação Pública foi organizado, nesta quarta-feira (12),  pela Frente Nacional Makota Valdina, na portaria principal do Palácio Deputado Luís Eduardo Magalhães. Integrantes de terreiros de candomblé, dirigentes de associações religiosas e lideranças de movimentos sociais e da comunidade negra participaram do ato na Assembleia Legislativa, um protesto contra o não cumprimento das leis 10.639/2003  e 11.645/2008  que versam sobre a inclusão do ensino da história e costumes da cultura afro-brasileira na rede estadual.

“O ebó coletivo não é o arriar de oferendas e sim a junção do aquilombamento de nossos corpos e de nossas energias em prol de uma luta contra os retrocessos na educação pública e o ódio religioso”, afirma Eduardo Machado, diretor da FNMV, que considera a escola um pilar importante para o conhecimento de todo ser humano. “A educação salva. Se você fecha uma escola, você abre presídios. A gente percebe que há um nível de encarceramento em massa muito grande e de extermínio da população negra”, pontua Machado.

Desde cedo, com atabaques, agogôs e saudações aos “nikices, voduns e orixás”, os participantes reverenciaram Nanã, “a sacerdotisa do conhecimento do mundo, a Aya Agbá, a mãe mais velha dos ancestrais” e pediram mais respeito aos cultos de matriz africana. “Viemos para a Assembleia realizar este ato porque aqui é a Casa do Povo, onde a gente sabe que a legislação, a formalidade jurídica tem força . Vamos pedir o apoio dos parlamentares para nossas lutas”, disse outro membro da Frente Nacional Makota Valdina, uma educadora baiana, líder comunitária e ativista contra a intolerância religiosa que morreu no dia 19 de março do ano passado, aos 75 anos. 


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