MÍDIA CENTER

Sessão especial na ALBA celebra Campanha da Fraternidade 2020

Publicado em: 13/03/2020 11:06
Editoria: Notícia

Inspirada nas ações de Santa Dulce dos Pobres e abordando a parábola do bom samaritano, a Campanha da Fraternidade 2020 foi celebrada, nesta quinta-feira (12), em sessão especial proposta pelo deputado Marcelino Galo (PT), na Assembleia Legislativa. O tema da campanha organizada pela Confederação de Bispos do Brasil (CNBB) será Fraternidade e Vida: dom e compromisso, e terá como lema Ver, sentir compaixão e cuidar.

“Essa sessão especial cumpre a missão não só de louvar, comemorar a Campanha, mas de divulgá-la e internalizarmos sua mensagem, assumindo o compromisso de sermos cada vez mais fraternos”, colocou Marcelino Galo, salientando que, mesmo inspirados na trilogia da Revolução Francesa: Liberdade, Igualidade e Fraternidade, os militantes dos movimentos sociais se esquecem, na maioria das vezes, da fraternidade. “E é ela a base de todas as ações pessoais ou públicas capazes de promover a igualdade e a liberdade”, explicou.

 Além do proponente, o evento contou com a presença do ex-arcebispo Primaz do Brasil, dom Murilo Krieger; do superintendente de Apoio e Defesa dos Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos Justiça e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Jones Carvalho; da defensora Pública, Carla Ganem; dos párocos José Carlos, da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, e Jorge Brito, da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, de Pau da Lima; do diácono Itamar Mendes, da Ação Social Arquidiocesana (ASA); do frei Giovanni Barbosa, representando as Obras Sociais Irmã Dulce (Osid); de Jocélia Maria de Jesus, da Paróquia de São Sebastião do Passé; e Jéssica Sinai, representando os fiéis leigos da Igreja Católica.

 Em sua intervenção, dom Murilo Krieger elogiou a iniciativa do deputado Marcelino Galo e expôs três pontos da campanha. O desafio de ver, sentir compaixão e cuidar dos que estão em situação de vulnerabilidade. “Aquele homem à beira da estrada, espoliado e sofrido, infelizmente existe hoje, e em grande quantidade. Aliás toda essa epidemia do coronavírus, parece que é a humanidade que está à beira da estrada, e os desafios estão aí”. 

Salientando a proposta da parábola do bom samaritano, que não era aceito pela comunidade judaica, mas que deu provas de compaixão e cuidado ao próximo, o arcebispo ressaltou, também, o exemplo concreto de Santa Dulce dos Pobres para a campanha. “Com o testemunho e exemplo de Irmã Dulce não temos desculpa para sermos medíocres. Ela fez o que estava ao seu alcance e mostrou que não se deve esperar ser solicitada para fazer o bem. Mas não basta bondade. Temos que nos organizar. Não só o governo, mas todos nós”, frisou.

Representando o Poder Executivo, Jones Carvalho, superintendente de Direitos Humanos da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social louvou a história e o exemplo de Santa Dulce de dedicação aos pobres, mas chamou a atenção para o momento crítico no país em que, segundo ele, o Governo Federal atua contra os valores colocados como fraternidade. “Temos que pensar exatamente naquelas pessoas que hoje estão passando fome, que estão sendo perseguidas, nas lideranças indígenas que estão sendo ameaçadas cotidianamente”, alertou. 

O hino da Campanha da Fraternidade 2020, que traz em suas estrofes “toda a vida é sagrada, seja ela humana, vegetal ou animal”, ampliou o debate. Para padre Jorge Brito, pastoral da Saúde, de Pau da Lima, trata-se de uma campanha muito abrangente porque deve atingir todos os lugares da criação, mas com o advento das redes sociais, as pessoas desacostumaram de sentir na pele a realidade dos que sofrem. “Não só a questão humana, mas também com relação à natureza, as preocupações pertinentes com a Amazônia, as crianças, idosos, população de rua, pessoas com HIV, porque convivemos com essa realidade da violência, da fome, do desemprego e a falta de cuidado com o nosso povo”, constatou. 


Compartilhar: