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Pedro Tavares lembrou importância do artista para o Carnaval

Publicado em: 17/04/2020 21:56
Editoria: Notícia

O deputado Pedro Tavares (DEM) lamentou a morte do cantor e compositor baiano Moraes Moreira, ocorrida na última segunda-feira (13), em moção de pesar apresentada na Casa Legislativa. No documento, o parlamentar lembrou a importância do artista para o Carnaval da Bahia, tendo sido o primeiro cantor de trio elétrico.


O democrata narrou a trajetória musical de Antônio Carlos Moraes Pires, que começou tocando sanfona em festas de São João, na sua cidade natal, Ituaçu. Na adolescência, em Caculé, onde estudava Ciências, aprendeu a tocar violão, instrumento que depois viria a marcar a sua história musical. Na mudança para Salvador, conheceu o cantor e compositor baiano de Irará, Tom Zé, época em que foi influenciado pelo rock, gênero importante na formação musical dos Novos Baianos.


Na moção, Pedro Tavares relembra que o grupo Novos Baianos, que teve como padrinho o cantor e compositor baiano João Gilberto, “fez enorme” sucesso entre 1969 e 1975. Formado também por Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão – produziu clássicos da música brasileira. “Vale ressaltar que, ao lado de Luiz Galvão, Moraes Moreira compôs a maioria dos hits da banda que teve como marco o álbum Acabou Chorare, de 1972, eleito pela revista Roling Stone, um dos 100 melhores da música brasileira, em todos os tempos”, destacou. 


Dissolvido o grupo, Moraes seguiu carreira solo e foi responsável pelos maiores sucessos do Carnaval da Bahia, no final da década de 70 e início dos anos 80. 


“Com mais de 40 discos gravados, entre Novos Baianos, Trio Elétrico Dodô e Osmar e ainda dois discos em parceria com o guitarrista Pepeu Gomes, ele é considerado um dos mais inventivos e criativos artistas do Brasil. Sua obra passeou por todos os ritmos, mas foram destaques o frevo, o baião, o rock, o samba e o choro”, enfatizou.  

 

A influência de Moraes nas gerações de artistas baianos da década de 70, a volta dos Novos Baianos, as apresentações com o seu filho Davi Moraes, e uma das últimas obras do compositor, um cordel intitulado Quarentena, inspirado na situação atual do país, também foram destacados pelo parlamentar. 


 “A Bahia chora a perda, de forma repentina e inesperada, de um dos seus maiores artistas, um cantor, compositor e músico que contribuiu com a cultura do estado, levando a identidade baiana para o mundo”,  lamentou. 




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