Líder por mais de 30 anos da Igreja Batista de Nazareth, em Salvador, o pastor Djalma Rosa Torres morreu no último sábado (23), deixando tristeza e saudade, mas também um legado de amor e respeito aos direitos humanos. É o que comentam amigos, fiéis e familiares, e o que o deputado estadual Jacó (PT) destacou na moção de pesar apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia.
Protestante, escritor e mestre em Teologia, Djalma recebeu, em 2012, o Prêmio de Direitos Humanos, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. O prêmio consiste na mais alta condecoração do governo brasileiro a pessoas físicas ou jurídicas que desenvolvam ações de destaque na área de direitos humanos. Ele foi premiado na categoria Diversidade Religiosa, em reconhecimento a sua luta em defesa do ecumenismo e do diálogo inter-religioso.
“O pastor Djalma deixa um grande legado e contribuição não só para nosso Estado, mas para todo o Brasil. Neste sentido, considero relevante registrar a importância deste ser humano extraordinário na vida terrena e externar meu profundo pesar e força aos amigos e familiares”, justificou, lembrando que, no posfácio de "Lamarca, o Capitão da Guerrilha", livro dos jornalistas Emiliano José e Oldack Miranda, Djalma é citado como um dos presentes, em 2001, no culto ecumênico em celebração à memória dos mártires em Ipupiara, ao lado do frei Luiz Cappio, então bispo da Diocese de Barra, e do pastor João Dias Araújo, da Igreja Presbiteriana Unida, de Feira de Santana.
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