A chegada do aniversário de emancipação política de Uauá ensejou moção de congratulações do deputado Adolfo Menezes (PSD) ao município baiano, que completará 94 anos no dia 9 de julho. Ele inseriu a homenagem, na forma regimental, na ata dos trabalhos da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
O parlamentar ressaltou a economia de subsistência da localidade, caracterizada pelo manejo da caprinovinocultura, que a fez nacionalmente conhecida como a ‘Capital do Bode’. O título – anota o deputado – é uma referência à tradicional exposição de caprinos e ovinos de Uauá, que reúne grandes empresários e turistas de todo o Brasil no mês de agosto. “Este acontecimento é muito importante para os seus munícipes, pois, além de movimentar a economia local, é um meio de divulgar seu principal produto, o bode, que tem a fama de a mais saborosa da região e do Estado para muitos”, descreveu o deputado.
Adolfo Menezes citou pesquisa do Bioma Caatinga, de 2010, onde se registrou que o bode representa 1/3 do PIB do município, cerca de R$ 37 milhões. “Nos últimos tempos, o município vem implementando, através do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) e da Cooperativa de Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), um programa de convivência com o semiárido, que já mudou a vida de muitas famílias através do beneficiamento das frutas do sertão, a exemplo do umbu”, registrou.
O legislador apresenta, na moção, curiosidades sobre a formação do então povoado, originário uma fazenda de mesmo nome, às margens do rio Vaza-Barris, em terras de propriedade de Garcia d'Ávila: “Em 1896, foi acampamento de uma Companhia de Infantaria do Exército que combateria na Guerra de Canudos. Em 1905, depois de ser recuperada dos danos causados pela Guerra de Canudos, tornou-se sede distrital do Município de Monte Santo, pela Lei Estadual n.º 590, de 8 de julho de 1905”.
O autor da moção relata ainda que Uauá foi elevado à categoria de município, primeiro em 9 de julho de 1926 (Lei Estadual n.º 1866); em 1931, foi extinto e seu território voltou a ser distrito do município de Monte Santo (decretos estaduais n.º 7455, de 23 de junho de 1931, e n.º 7479, de 8 de julho de 1931); e emancipa-se novamente, voltando a ser o município de Uauá (Decreto Estadual n.º 8641), dia 19 de setembro de 1933, sendo reinstalado em 10 de outubro do mesmo ano. “Os distritos de Caldeirão e Serra da Canabrava, que eram povoados de Uauá, foram criados e anexados ao município pela lei estadual nº 628, de 30 de dezembro de 1953”, complementou a informação.
“Com tantos percalços, que teve de enfrentar para se firmar no cenário baiano como um importante município, Uauá tem crescido tanto na economia, quanto na sua totalidade populacional, 24.486 habitantes conforme censo de 2018 do IBGE”, escreveu o parlamentar. Adolfo Menezes destacou ainda a oferta de cursos profissionalizantes do Pronatec e as modalidades de ensino à distância de nível superior, de graduações tecnológicas, licenciaturas e bacharelados, com a chegada da Faculdade de Tecnologia e Ciências, em 2005, e a Uninter, em 2014.
Ao final do documento, Adolfo Menezes enaltece os festejos juninos de Uauá – “sem dúvida, um dos melhores e mais tradicionais da Bahia, com intensa participação popular e predominância do verdadeiro forró ‘pé-de-serra’, preservando suas raízes culturais” – e, dirigindo-se ao povo uauaense, desejou-lhes “progresso, desenvolvimento social e econômico”.
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