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Niltinho se congratula com 11 municípios baianos

Publicado em: 07/08/2020 21:31
Editoria: Notícia

O deputado Niltinho homenageou, com moção de congratulações, 11 cidades baianas pelos aniversários de emancipação política. Nos documentos protocolados na Assembleia Legislativa, o parlamentar resgatou a história de cada município e a todos manifestou reconhecimento às populações, formadas “por gente honesta e batalhadora”. Também expressou solidariedade às localidades e registrou “o compromisso de representa-las junto às autoridades estaduais e representantes federais, para conseguir os benefícios, obras e equipamentos que possam promover o desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida de todos, gerando mais empregos e renda ao tempo em que venha a reduzir os principais problemas que mais os afetam”.


Campo Formoso


Campo Formoso “foi a primeira povoação que surgiu em todo o norte da Bahia”, afirmou Niltinho, adiantando que o território que hoje corresponde ao município era a antiga Freguesia Velha de Santo Antônio do Sertão da Jacobina.


No documento legislativo, ele destaca que a instalação do atual município ocorreu em 1883. “Mas foi no ano de 1939 que sua sede foi elevada à categoria de cidade”. Campo Formoso também é conhecido como cidade das esmeraldas, “por existir no povoado de Tuíutiba um garimpo com esmeraldas, distinguidas como de melhor qualidade em comparação com outros garimpos do Brasil”. É também reconhecida por suas grutas, por abrigar “a maior gruta do Hemisfério Sul, a Toca Boa Vista”.


Lauro de Freitas


Um dos municípios parabenizados pelo deputado, Lauro de Freitas pertencia a Salvador. “Até que, no ano de 1880 passou a ser distrito de Montenegro, hoje Camaçari”. Em 1932 retornou a Salvador. Em 31 de julho de 1962 foi transformado em município, passando a integrar a Região Metropolitana de Salvador 11 anos depois. 

  

Lauro de Freitas já foi freguesia de Santo Amaro do Ipitanga e tem suas origens nos primeiros tempos do Brasil colonial, “no longínquo ano de 1552, quando Garcia D’Ávila, criado almoxarife de Tomé de Souza, pediu e obteve deste que era o Governador Geral do Brasil, duas léguas de terras ao longo do mar, nos campos de Itapuã e Vale do Rio Joanes”. Em 1962, “o distrito de Ipitanga é então emancipado, com o nome de Lauro de Freitas”.  

 

Pedro Alexandre  

 

Este município foi desmembrado de Jeremoabo, também em 1962. Teve origem com o nome de Lagoa da Caiçara, “feita por seus moradores para prender os animais e dar água e comida até a década de 1947”. Em seguida passou a ser chamada de Serra Negra. Por volta de 1950, teve o nome novamente mudado para Voturuna, “mas o povo não aceitou”, relembrou o deputado.   

Ao alcançar a emancipação política assumiu o nome de Pedro Alexandre, em “homenagem a um importante homem na história do município. Pedro Alexandre, natural de Piranhas (AL), chegou à cidade e promoveu um rápido desenvolvimento, através da cultura algodoeira”.   

 

Pojuca  

 

A região que abriga o município “era o local onde os tropeiros atravessavam o rio para conduzir suas mercadorias do litoral para o sertão, com destino ao sul do Ceará. Foi assim que uma pequena vila foi construída e erguida uma capela dedicada ao Bom Jesus da Passagem”, lembrou Niltinho.  

Ele contou, ainda, que o então governador da Bahia J.J. Seabra, em 1904, elevou a Vila de Pojuca à categoria de município. Com o passar do tempo, a cidade “cresceu e desenvolveu-se, sobretudo com a atração de empresas”. Em 2010, o município passou a compor a Região Metropolitana de Salvador (RMS) e, “dessa forma, obteve programas habitacionais, além de redução da tarifa de transporte coletivo e telefônica”. No passado, “a cidade recebeu o título de Rainha do Petróleo, pois o gás natural e o petróleo são as riquezas de maior evidência na região”  

 

Coronel João Sá  

 

Sobre este município, o parlamentar destacou terem sido os indígenas os seus primeiros habitantes. “Seu povoamento iniciou-se no século XVIII, quando aventureiros ali se estabeleceram desenvolvendo a criação de gado e formando um arraial com o nome de Bebedouro”. O município foi criado com sede na vila de Iguaba e seu território foi desmembrado de Jeremoabo, com a denominação de Coronel João Sá.  

  

Segundo contou Niltinho, “os habitantes da Vila do Iguaba já bradavam por autonomia e liberdade, mas iam de encontro ao Coronel, que não desistia do seu reduto político”. Em 1958, com a morte de João Sá, “os ideais de emancipação foram fortalecidos e, em 1962, o município conquistou autonomia, passando a se chamar Coronel João Sá.  

 

Retirolândia  

 

O município de Retirolândia foi originado em uma pequena fazenda denominada de Retiro Velho, que pertencia a Conceição do Coité. “Com o tempo, a região foi sendo habitada”, registrou a moção. “Os primeiros residentes do local que deu origem ao município foram os senhores José de Chiquinho, Sátiro Francisco de Araújo e Antônio Militão Rodrigues”.  

  

O deputado elogiou a atuação de Militão Rodrigues, “que atendia à população em sua própria farmácia na localidade, já que era o único médico existente na sede, em Conceição do Coité, o que dificultava a assistência médica às pessoas”. A fazenda Retiro Velho evoluiu, deu origem a um povoado e, mais tarde, com a introdução da cultura do sisal, o município experimentou o desenvolvimento econômico.   

  

Vera Cruz  

 

A história do município, conforme Niltinho, “confunde-se com a história do Brasil. Os registros históricos sobre a ilha destacam a vinda, em 1510, do navegador português Diogo Álvaro Corrêa, o Caramuru”.  Sua ocupação deu-se a partir de um pequeno núcleo de povoamento, fundado por jesuítas, na contracosta em 1560, onde hoje se localiza a vila de Baiacu, então denominada como Vila do Senhor da Vera Cruz. “Nesse período, foi nela iniciada a primeira plantação de cana-de-açúcar, assim como a cultura do trigo, tendo recebido os primeiros exemplares de gado bovino”.  

  

A ilha foi emancipada de Salvador em 1833 e elevada à categoria de cidade em 1962. “Tempos depois o município foi desmembrado em dois: o de Itaparica e o de Vera Cruz”.   

  

Cruz das Almas  


“São 123 anos de lutas e conquistas desse povo bravo, lutador e dedicado, me sinto honrado por compartilhar desta alegria”, destacou o deputado, ao recordar que Cruz das Almas foi desmembrado de São Félix e, segundo reza a lenda, seu nome “faz referência aos antigos tropeiros que passavam pela região que ao chegarem à antiga vila de Nossa Senhora do Bonsucesso, encontraram no centro da vila uma cruz em frente à Igreja Matriz, onde paravam e rezavam para as almas dos seus mortos”.  

  

A cidade é conhecida por Capital do Fumo, “por ser a maior produtora de tabaco da Bahia e possuir muitas indústrias voltadas para a cultura do fumo”. É “uma das maiores exportadoras de fumo da América Latina, distribuindo mais de 1000 toneladas do produto por ano a países de todo o mundo”.  

 

Itabuna  

 

Fundado em 1910, “sua história é confundida com o próprio desenvolvimento do sul baiano”, considera o deputado, lembrando que, “durante muitas décadas, sua economia baseou-se na agricultura e na produção de cacau”. Hoje “o município vem buscando outras fontes agrícolas e também utiliza o incentivo a indústrias, em decorrência de crise da lavoura cacaueira”.  

  

Niltinho também destacou que em 1849 surgiu o Arraial de Tabocas. “O povoamento desse Arraial aconteceu anos depois e constituiu-se principalmente por sergipanos que foram chegando. Entre eles o senhor José Firmino Alves, a quem se atribui a fundação da cidade de Itabuna. O seu nome tem origem Tupi, ita (pedra) e una (preta)”.  

 

Paulo Afonso  

 

Segundo registrou o parlamentar, o município foi emancipado em 1958. “É ilhado pelo rio São Francisco e por diversas comportas, construídas pela Chesf – Companhia Hidrelétrica do São Francisco, uma construção de grandíssimo porte que compõe a paisagem de Paulo Afonso, juntamente com suas belezas naturais”.  

  

Jacobina  

 

Nos primórdios do século XVII, contou o deputado, houve “o início do devassamento do território de Jacobina por aventureiros em busca de ouro”. Em 1722, o povoado foi elevado à vila com o nome de Vila de Santo Antônio de Jacobina e sede na Missão de Nossa Senhora das Neves do Saí, aldeia indígena fundada por franciscanos em 1697.  

  

Em 1880 a Vila passou à cidade com o nome de Agrícola Cidade de Santo Antônio de Jacobina. “Rodeada por serras, morros, lagos, rios, fontes e cachoeiras, Jacobina se apresenta como excelente destino para os apreciadores do turismo ecológico. É também conhecida como Cidade do Ouro, uma herança das minas de ouro que atraíram os bandeirantes paulistas no início do século XVII”. 


Ao final, o deputado Niltinho felicitou todos os munícipes e desejou prosperidade as cidades homenageadas. Além disso, ele reiterou seu compromisso de representar esses municípios junto às autoridades estaduais e representantes federais para conseguir os benefícios, obras e equipamentos que possam promover o desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida de todos, gerando mais empregos e renda ao tempo em que venha a reduzir os principais problemas que mais os afetam.  




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