O aniversário de 87 anos de emancipação política e administrativa do município de Euclides da Cunha, comemorado em 19 de setembro, foi parabenizado pelo deputado Adolfo Menezes (PSD) em moção de congratulações apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
“Sem dúvida nenhuma, Euclides da Cunha é um município digno de comemorar sua história, bem como de ser aplaudido por essa Casa, em especial na data em que completa mais um ano de emancipação política e administrativa. Por este motivo, apresento esta moção, felicitando este grande município por sua trajetória de luta e riqueza cultural, uma vez que até seu nome é inspirado num autor de uma grande obra da literatura brasileira”, declarou o parlamentar.
De acordo com ele, Euclides da Cunha possui, atualmente, expressiva atividade cultural, com artesanato e sete companhias teatrais, tais como Foco, Filhos do sol, Farinha Seca, Farrapos, Oxente, Arte Brasileira, Alma de Aprendiz e, provavelmente, algumas de colégios e povoados.
Na atividade econômica do município, destacam-se produção de feijão, milho e mandioca. Na pecuária, os rebanhos ovinos, suínos, asininos, caprinos e muares. É ainda produtor de galináceos e de mel de abelhas. No setor de bens minerais, é produtor de cal e calcário.
“A cidade conta ainda com os festejos tradicionais, como o São João, que acontece no mês de junho, e o cortejo religioso, realizado no dia 8 de dezembro, em agradecimento a Nossa Senhora da Conceição, santa padroeira do município e adorada por esse povo de grande fé”, disse o deputado.
HISTÓRIA
Os índios caimbés, da tribo dos tupiniquins, foram os primeiros habitantes da região onde fica Euclides da Cunha. O território “foi desbravado por colonos oriundos dos municípios circunvizinhos, principalmente de Monte Santo e de Tucano, que ali se fixaram com suas famílias, dedicando-se à lavoura e ao criatório de gado, esteios até hoje da economia municipal”, explica Adolfo.
Segundo ele, o povoamento se iniciou na fazenda Cumbe do Major – área onde está localizada a atual cidade de Euclides da Cunha –, de propriedade de Major Antonino, primeiro explorador das terras do município. Os padres jesuítas, em missão de catequese pelo sertão, construíram, no local da atual Vila de Massacará, uma capela, ainda de pé, e um convento, destruído pelos próprios quando foram expulsos do Brasil pelo Marquês de Pombal, em 1859.
Com a chegada de novos colonos; a fazenda Cumbe experimentou considerável surto de progresso, evidenciado na construção de vários prédios, nascendo daí a povoação, e, no ano de 1888, foi construída pelo padre Vicente Sabino dos Santos uma capela sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição.
Até o ano de 1930, quando surgiu a figura do prefeito no Brasil, os municípios eram governados por intendentes. Desta forma, Euclides da Cunha ainda era
uma vila (distrito-sede), chamada de Vila do Cumbe, que chegou a ser extinta em 1931, tendo seu território reintegrado ao município de Monte Santo. Dois anos depois, em 19 de setembro de 1933, o distrito de Cumbe foi emancipado. Sendo que somente em 30 de novembro de 1938, por iniciativa do escritor José Aras para homenagear o escritor da obra “Os Sertões”, o distrito de Cumbe foi denominado como Euclides da Cunha.
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