MÍDIA CENTER

Unale entra no Dezembro Vermelho e alerta sobre riscos de contaminação pelo HIV

Publicado em: 04/12/2020 17:34
Editoria: Notícia

Depois de atuar no Outubro Rosa e no Novembro Azul, a União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale) entra agora na campanha Dezembro Vermelho, contra o HIV, e segue mantendo ativo o calendário de ações voltadas à prevenção de doenças, mesmo em meio a um ano difícil para a saúde por causa da pandemia do coronavírus. Com o slogam “Contra as doenças, prevenção. Contra o preconceito, informação”, a campanha busca alertar sobre os riscos de contaminação pelo HIV, além de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST).

Segundo a deputada Ivana Bastos (PSD), 2ª vice-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e atual presidente da Unale, neste ano, através da secretaria de saúde da instituição, o tema será trabalhado para chamar a atenção para o diagnóstico precoce, prevenção, assistência e direitos das pessoas que vivem com o HIV e Aids.  “Acreditamos que, por meio da prevenção, diagnóstico e tratamento adequado, é possível diminuir o contágio e melhorar a vida dos infectados. Mas, além disso, o nosso objetivo é quebrar tabus, barrar o silêncio e combater o preconceito que ainda reina na sociedade quando se fala no tema”, explicou.

Conforme divulgou o Ministério da Saúde, o Brasil conta com 900 mil pessoas com HIV, sendo que, destas, 594 mil fazem tratamento com antirretroviral e 554 mil não transmitem mais o vírus. No entanto, os dados revelam que o número de contaminados segue em crescimento. Para se ter uma ideia, somente em 2019, foram notificados 43,9 mil novos casos. 

Ivana Bastos vê o aumento do número de casos como preocupante, evidenciando a necessidade de maior cuidado por parte da população. “Estamos na luta para ampliar a conscientização de que a melhor medida de proteção é a prevenção, bem como para fortalecer a necessidade do teste, que é rápido, gratuito e anônimo”.

Para se prevenir da doença, as pessoas devem fazer uso de preservativos. O Sistema Único de Saúde (SUS) fornece medicamentos para o controle do HIV, uma vez que este ainda não possui cura. O tratamento correto também pode ser usado como uma forma de prevenção muito eficaz, pois evita a transmissão do HIV por via sexual.

Ainda conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a estimativa é de que no Brasil cerca de 135 mil pessoas convivam com o HIV e ainda não saibam que têm a doença. Neste sentido, o recomendado é a realização do teste rápido, oferecido pelo SUS. O interessado não precisa se preocupar acerca do sigilo do teste. A testagem é realizada de forma anônima, rápida, prática e pode ser realizada em qualquer unidade de saúde, por meio da coleta de uma gota de sangue ou com fluido oral. O resultado sai em tempo máximo de 30 minutos. O SUS também oferta o teste da sífilis e das hepatites B e C.

É importante ressaltar que, diferentemente do que muitos pensam, HIV e AIDS não são a mesma coisa, logo, quem tem HIV não necessariamente tem AIDS. Isso porque o primeiro é o vírus causador da segunda, que é uma doença que ataca o sistema imunológico e afeta a capacidade de o organismo se defender. Para isso, o vírus altera o DNA das células de defesa, faz cópias de si mesmo e se multiplica no organismo, atacando ainda mais o sistema imunológico e continuando a infecção pelo corpo. É possível, portanto, que a pessoa tenha o vírus, mas não desenvolva a doença. Ou seja, uma pessoa pode ser HIV positivo/soropositivo, mas não ser aidético. Há pacientes soropositivos que passam anos sem ter os sintomas e sem desenvolver a doença.




Compartilhar: