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Parlamentares baianos ficam consternados com a morte de Roberto Santos

Publicado em: 10/02/2021 14:33
Editoria: Notícia

O falecimento do ex-governador Roberto Santos consternou a Assembleia Legislativa da Bahia. O presidente Adolfo Menezes (PSD) fez questão de registrar o desparecimento do “ilustre homem público baiano” no curso da sessão ordinária (virtual) desta terça-feira (9), sendo unânime a manifestação de pesar de todos os participantes dos trabalhos. 

O chefe do Legislativo decretou luto oficial de três dias e apresentou uma moção de pesar à Secretaria Geral da Mesa em memória do professor, médico e político exemplar que foi o doutor Roberto Figueira Santos. Vários parlamentares se associaram ao deputado Adolfo Menezes e também prantearão o professor Roberto Santos com moções.

Para Menezes, a Bahia e o Brasil perderam um cidadão ilustre. Sob qualquer escrutínio que se faça, seja em sua dedicação ao magistério, à ciência ou à política – além de pai de família exemplar –, sobrevém a imagem de um homem público exemplar, inatacável,   sem nenhuma mácula em toda a sua trajetória longa e profícua carreira acadêmica e também política. O presidente da ALBA disse que o professor Roberto Santos foi “um extraordinário governador, com realizações marcantes durante o seu mandato, de 1975 a 1979”. E acrescentou que as marcas do doutor Roberto estão por aí até hoje, como os bairros de Cajazeiras e Mussurunga, o grande hospital no Cabula, o parque e o estádio de Pituaçu”, a construção de estradas, sistemas de eletrificação e de água, bem como a construção da barragem de Pedra do Cavalo”.

PERFIL

Adolfo Menezes traçou um breve perfil biográfico do ex-governador da Bahia, que também foi ministro de estado – da Saúde, escolhido pelo presidente Tancredo Neves – e reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), assim como seu pai, o igualmente notável reitor Edgard Santos, um médico que, do comando da universidade (que ajudou a criar), foi um dos formuladores da face da Bahia moderna em que vivemos. O professor Roberto Santos graduou-se em Medicina em 1949 e, dois anos depois, era admitido na Ufba como professor por concurso público.

O deputado lembrou que Roberto Santos, logo depois, especializou-se em clínica médica, em uma temporada nas universidades de Cornell, Michigan e Harvard (1950-1953). A seguir, foi à Grã-Bretanha, onde se especializou em medicina experimental pela Universidade de Cambridge. De volta à Bahia, continuou o presidente da Alba, prosseguiu com a pesquisa científica, exercício da medicina e as aulas na faculdade, até assumir o cargo de secretário estadual da Saúde, que deixou quando galgou o posto de reitor. Depois de deixar o governo da Bahia, ele também presidiu o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e assumiu o ministério da Saúde, entre 1986 e 1987.

O professor Roberto Santos teve intensa vida partidária, mesmo após deixar a administração estadual, sendo um dos líderes da oposição ao “carlismo” no estado. Filiou-se, primeiramente, ao PP do presidente Tancredo Neves, depois ao PMDB, que congregava a oposição nacional e chegou a se candidatar outra vez ao governo estadual, numa chapa com os também saudosos Waldir Pires e Rômulo Almeida, sem sucesso.

Portanto, “quero frisar a enormidade da perda que nossa terra e nossa gente sofreram hoje. A Bahia perde um de seus mais emitentes líderes, exemplo de vida e de retidão para todos, um homem correto, de fácil trato e educação pessoal e política primorosa”, lamentou Menezes. Sem desejar incorrer em um chavão, prosseguiu: “Não posso deixar de registrar que a lacuna aberta com o desaparecimento do professor Roberto Santos é irreparável. Rogo a Deus que conforte a seus familiares e muitos amigos, que terão sempre o seu exemplo como farol”.



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