Preocupada com os reflexos da pandemia da COVID-19 no ambiente escolar, a deputada Olívia Santana (PC do B) indicou ao prefeito de Salvador, Bruno Reis, por intermédio da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), a inclusão dos trabalhadores que atuam no serviço de transporte escolar no cronograma de vacinação dos profissionais da educação. A recomendação é um cuidado prévio, visto que com o aumento do número de infectados com o coronavírus, a volta às aulas presenciais das redes pública e privada ainda não tem data definida.
De acordo com a parlamentar, todos os esforços em conter o avanço da doença, a volta dos estudantes ao ambiente escolar, sem que sejam adotadas as medidas sanitárias necessárias, pode se configurar numa retomada da curva de contaminação e por consequência das mortes. “Não podemos nos furtar de lembrar das mais de 250 mil vidas perdidas, muitas inclusive por falta de cumprimento das regras básicas de circulação de pessoas e de distanciamento social, recomendadas por toda a comunidade científica”, pontuou.
Ainda de acordo com Olívia Santana, a volta às aulas, para toda a rede de ensino, público e privado, pode ser considerado o momento mais delicado imposto pela pandemia do novo coronavírus. “Não se vislumbra em curto prazo a disponibilização das vacinas para os grupos relacionados à educação, sejam professores, estudantes ou prestadores de serviços”, afirmou.
Recentemente, as secretarias de Educação do Estado da Bahia e do Município de Salvador apresentaram propostas de protocolo de saúde a ser adotado para o transporte escolar, e um plano de retomada das aulas, embasados em evidências clínicas, científicas e estatísticas claras, conforme orientações das autoridades sanitárias constituídas e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Segundo a legisladora, independentemente dos protocolos e das medidas sanitárias que serão adotados, a segurança das crianças e adolescentes, bem como de toda a cadeia de profissionais que atuam na educação, somente poderá ser garantida após a vacinação de todo esse grupo. “Os trabalhadores e trabalhadoras do transporte escolar, condutores e auxiliares, mantêm contato direto com as crianças, seja na apanha e na entrega, quanto nas viagens, o que representa risco de contaminação para ambos e, consequentemente, de suas famílias. Somente incluindo estes profissionais no grupo prioritário de vacinação, juntamente com os professores, é que poderemos conferir maior segurança para o retorno das aulas presenciais”, finalizou.
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