A deputada Fabíola Mansur (PSB) aplaudiu, em moção registrada na Assembleia Legislativa, os 50 anos de fundação do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia e a recondução do conselheiro Plínio Carneiro da Silva Filho para presidir a instituição. “Uma sessão marcante” realizada por meio eletrônico no dia 10 de março elegeu a Mesa Diretora do TCM para o biênio 2021-2023, composta pelo presidente Plínio Carneiro e pelo conselheiros Raimundo Moreira (vice-presidente) e Fernando Vita (corregedor), também reeleitos. Segundo a autora da homenagem, os planos iniciais da comemoração foram desfeitos em função da pandemia da Covid-19, “que já tirou vida de milhares de brasileiros. Os tempos que vivemos são cruéis”, descreveu Mansur, ao reproduzir a fala do presidente reeleito do Tribunal: “Infelizmente vivemos tempos difíceis, e, portanto, não há clima para comemorações em meio à dor”, lamentou Plínio Carneiro, que teve a cerimônia de posse “abrilhantada por uma palestra do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto”, que marcou, à altura, a importante data”. Para ela, “as palavras e sabedoria” do ex-ministro “encantaram a todos que tiveram a felicidade de participar da cerimônia”. Ayres Brito abordou a importância dos órgãos de controle externo no Brasil de hoje. A fiscalização, orientação e acompanhamento “são imprescindíveis. Precisamos de uma aliança entre os poderes e autoridades neste momento, podemos trabalhar juntos e otimizar recursos para levar benefícios à população”, defendeu a legisladora. Fabíola revelou que sentiu “uma emoção redobrada” ao acompanhar a palestra, e lembrou que teve “a imensa honra de homenagear o ilustre palestrante, Carlos Ayres Britto, com o Título de Cidadão Baiano, na Assembleia Legislativa. Uma sessão que ficou marcada na história da Casa e na minha vida como deputada. O grande jurista é referência moral do nosso país”. O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia foi instalado pelo então governador Luiz Viana Filho, em 10 de março de 1971, com o objetivo de dar maior eficiência à ação fiscalizatória e maior agilidade, “de modo a servir de exemplo aos gestores sobre a importância da correção da aplicação dos recursos públicos municipais, e a evitar desperdício, a má aplicação e mesmo desvios”. Nestes 50 anos, o TCM/BA “cumpriu seu dever constitucional” de exercer o controle externo das administrações municipais e na orientação aos gestores, “procurando disseminar conhecimento para que os investimentos públicos resultassem sempre em maior benefício para os cidadãos baianos”, analisou Mansur, que também sentiu “uma alegria especial” em ver Plínio Carneiro, que foi “o primeiro servidor do corpo técnico do Tribunal, concursado”, ascender ao cargo de conselheiro e de presidente.
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