Na semana em que o Brasil bateu recordes diários e alcançou as tristes marcas de 2,26 mil mortes em 24 horas e mais de 85 mil infecções por Covid-19 em um único dia, os deputados Carlos Geilson (PSDB) e Hilton (Psol) entraram com indicações na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, visando a contribuir com sugestões ao governador Rui Costa. Hilton propõe que seja criado o programa de auxílio emergencial para os trabalhadores em situação de vulnerabilidade social, em razão da Pandemia. Geilson, por sua vez, pede a inclusão dos profissionais do transporte público de todos os modais no rol de atividades essenciais no plano estadual de vacinação.
“No contexto da pandemia do Covid-19 que ainda enfrentamos, a principal medida de contenção da propagação do vírus, e mais eficaz até a massificação da vacina, é o isolamento social, que implica no fechamento de diversos estabelecimentos comerciais e a vedação à circulação de pessoas”, explica Hilton, lembrando que este fator “gerou impacto, não somente na rotina da população, mas em toda a economia do país e do estado, com o fechamento de empresas, principalmente, as micro e pequenas, provocando o aumento das taxas de desemprego”.
No entanto, apesar de todas as medidas do governo do estado e das prefeituras no sentido de reforçar o isolamento social, parte da população insiste em desafiar as normas de proteção, promovendo aglomerações, muitas vezes sem equipamentos de proteção individual. Esse quadro torna as categorias profissionais de condutores de transporte público algumas das mais expostas ao vírus. Por conta disso, Geilson sugere ao governador a inclusão desses profissionais entre o público prioritário a ser vacinado, sejam eles motoristas de ônibus coletivo, táxi, mototáxi, complementar e por aplicativo.
PIOR DOS MUNDOS
Além do vírus em si, as indicações de Hílton e Geilson têm como ponto comum o momento em que o país vivência o pior dos mundos: muitos trabalhadores continuam expostos à infecção porque parte da população ignora a gravidade da situação. Mas eles ainda podem comemorar, pois os dados do IBGE revelam um desemprego histórico em que colocou na rua 13,4 milhões de pessoas, enquanto 20 dos 27 estados bateram recordes na taxa de desocupação.
“Em tempos de pandemia, o trabalho em coletivos tornou-se ainda mais arriscado, diante da possibilidade de contaminação no interior dos veículos”, define Geilson, apontando que “todos os dias assistimos nos telejornais e nos demais veículos de comunicação a usuários do transporte público, especialmente o ônibus urbano, reclamando de superlotação, falta de higienização dos coletivos, entre outros problemas”.
Para quem já perdeu o emprego, Hilton ressalta que “com a economia fortemente impactada pela crise e com fim do auxílio emergencial federal, há uma necessidade urgente de políticas públicas de apoio às populações mais vulneráveis no estado”. Ele calcula que a iniciativa, “além de garantir renda mínima às pessoas mais necessitadas, respondendo à grave crise de fome, desigualdade e pobreza que enfrentamos, injetará dinheiro na economia do estado”. O parlamentar lembra que estados como Amazonas, Alagoas, Pernambuco e Rio de Janeiro já estão tomando medidas neste sentido.
REDES SOCIAIS