O deputado estadual Robinson Almeida (PT) reverenciou, por meio de moção apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), a memória dos baianos vítimas da ditadura militar (1964-1985) no Brasil. O petista afirmou que o 31 de março é a data que rememora “o golpe ditatorial no país, que durou 21 anos, impôs a censura, cometeu arbitrariedades, violações contra os direitos humanos e matou centenas de brasileiros”.
No documento, o parlamentar lembrou dos 10 baianos que foram executados pelo regime no Araguaia, na Selva Amazônica, e até hoje suas famílias não localizaram seus restos mortais. Em 21 anos, informou o deputado, a ditadura militar matou mais de 430 brasileiros e torturou centenas de cidadãos que defendiam a democracia, segundo levantamento da Comissão Nacional da Verdade.
Robinson também repudiou os arroubos autoritários de Bolsonaro, que, segundo ele, tentou impor estado de sítio no país, com objetivo golpista. “Censura, arbitrariedades, violações de direitos humanos, torturas, execuções sumárias, corrupção, piora nos indicadores sociais e econômicos. Na ditadura o Brasil viveu tempos sombrios, de mentiras, violações aos diretos humanos, atrasos e regressão institucional e democrática. Golpe e ditadura nunca mais!! Democracia sempre!! Viva à memória dos baianos mortos pela ditadura militar por lutar pela democracia! Viva a Antônio Carlos Monteiro Teixeira e Dinalva Monteiro Teixeira; Dinaelza Santana Coqueiro; José Lima Piauhy Dourado e Nelson Lima Piauhy Dourado; Demerval Pereira Souza e Rosalindo Souza; Uirassu de Assis Batista; Vandick Reidner Pereira Coqueiro e Maurício Grabois. Viva a todos que tiveram suas vidas roubadas por lutar por democracia e por um Brasil com justiça social”, afirmou o deputado.
Por fim, o petista disse que “a sociedade brasileira, democrática, permanecerá vigilante para defender a democracia e lutar contra o arbítrio, as loucuras e os arroubos autoritários de Bolsonaro, que não está a altura do cargo que ocupa, não sabe governar e é o principal responsável pelo descontrole da pandemia no Brasil e pela morte de mais de 300 mil brasileiros na crise sanitária”.
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