O município de Fátima comemora 36 anos de emancipação política neste 1º de abril. Para celebrar a data, o deputado Laerte do Vando (PSC) apresentou, na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), moção de congratulação em homenagem ao povo da localidade.
No texto, o parlamentar relembrou a história e discorreu sobre as tradições religiosas e culturais do município. “Os vaqueiros, hoje, figuras indissociáveis do cotidiano do fatimense, estão na gênese do povoamento desta terra e da formação do seu povo e cultura, atualmente expressada na forma de vaquejadas, cavalgadas e em um verdadeiro culto ao animal base desta cultura, o boi. Não é por acaso que a força de ligação com a criação de gado e as subatividades econômicas inerentes a esta, são tão fortes na vida dos habitantes desta terra, pois foi graças aos vaqueiros do passado, que essas terras foram povoadas ou, dependendo do ponto de vista, tomada dos povos indígenas que já habitavam essa região há séculos ou milênios”, relatou.
Segundo o documento, a colonização deixou marcas que revelam o conflito que deu origem ao município. “Achados arqueológicos guardados por populares como um artefato emblemático encontrado na localidade fatimense da Lagoa da Volta, nos ajuda a contar esse passado. Um deles é uma belíssima ponta de lança entalhada em pedra lascada que ainda necessita de estudos posteriores, nos ajudando, dessa forma, a deduzir que os colonos foram expulsando os kiriris de leste para oeste, isto é, partindo do litoral, chegando aos atuais territórios de Paripiranga, Fátima, Cícero Dantas e finalmente a posição atual em Banzaê”, detalhou.
Localizado no agreste baiano, distante pouco mais de 200 Km de Salvador, Fátima possui aproximadamente 18 mil habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, sendo a festa do padroeiro São Francisco de Assis - no dia 4 de outubro – um dos seus principais eventos.
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