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Neusa Cadore lamente morte de bispo de Ruy Barbosa

Publicado em: 28/04/2021 07:44
Editoria: Notícia

O falecimento do bispo emérito da Diocese de Ruy Barbosa, dom André de Witte, no último dia 25, consternou a deputada Neusa Cadore (PT). Em moção de pesar oficializada na Assembleia Legislativa da Bahia, ela lembrou que o religioso nasceu em 31 de dezembro de 1944, em Scheldewindeke, na Bélgica. Em 1962 entrou no seminário interdiocesano Colégio para América Latina em Lovaina onde estudou Filosofia e Teologia e se formou como engenheiro agrônomo, sendo ordenado sacerdote em 6 de julho de 1968.

Neusa Cadore informa ainda que André de Witte chegou ao Brasil para trabalhar na Diocese de Alagoinhas em fevereiro de 1976, sendo integrado na Pastoral Rural “para plantar sementes de dignidade, justiça social e amor ao próximo”. Durante sua jornada, André fez um pequeno estagio na paróquia de Teodoro Sampaio, sendo nomeado em 1976 vigário paroquial da Paróquia Divino Espírito Santo, de Inhambupe. Além disso, foi vigário episcopal Zonal do Sertão e diretor espiritual do Seminário Dom José Cornelis, em Salvador, entre 1991 a 1992.

Em novembro de 1992 foi nomeado vigário-geral na Diocese de Alagoinhas. Na Pastoral Rural, além do apoio à Escola Família Agrícola e à Coopera, ele acompanhou o movimento sindical e o Assentamento de Biritinga. Adotando como lema episcopal: “Cristo Sempre”, no dia 8 de junho de 1994 Dom André foi nomeado pelo então Papa João Paulo II como bispo da Diocese de Ruy Barbosa e, em 28 de agosto, foi sagrado pelo cardeal arcebispo de São Salvador da Bahia, dom Lucas Moreira Neves. Ao completar 75 anos, seguindo a Lei de Regência, apresentou renúncia do Sumo Pontífice, se tornando Bispo Emérito da Diocese de Ruy Barbosa.

Foi presidente do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA); bispo referencial da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e vice-presidente da entidade em âmbito nacional. Na CNBB, foi membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora. Atualmente, integrava a Comissão Especial sobre Mineração e Ecologia Integral.

Dom André “foi um grande líder religioso que, à luz do Evangelho, dedicou sua vida à construção de uma sociedade justa e solidária, sendo fonte de amor e esperança entre todos nós que tivemos o privilégio da sua convivência”, revelou Cadore ao elogiar a trajetória missionária do homenageado, que “prestou relevantes serviços ao Brasil, notadamente à região Nordeste e à Bahia”. Para ela, o religioso “foi incansável defensor” dos movimentos pastorais e populares, dos migrantes, dos trabalhadores, do Semiárido, de agricultores familiares, “das terras e das águas”.

Seguindo o modo de vida de Jesus na sua opção pelos pobres, lutou para dar dignidade aos menos favorecidos, ideais que marcou sua ação evangelizadora. Viveu na prática o que pregava ao afirmar que “somos todos chamados a sermos discípulos e missionários com as atitudes de Jesus”. “Agia como um irmão”, com simplicidade, humildade e espírito conciliador, tendo deixado um grande legado para a Igreja, inclusive com a doação de todos os seus bens materiais para a formação missionária de padres. A deputada abraçou todos os amigos e familiares, “em razão da sua dedicação à Igreja, às comunidades e aos mais pobres”.


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