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Colegiado discute Guerra às Drogas e os Impactos da Violência na Bahia

Publicado em: 14/05/2021 07:21
Editoria: Notícia

A Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia reúne-se virtualmente nesta sexta-feira (14), a partir das 9h, para tratar do tema "Guerra às Drogas e os Impactos da Violência na Bahia". Iniciativa dos deputados estaduais Jacó (PT) e Hilton Coelho (Psol), o evento acontecerá pela plataforma Zoom e será transmitido pela TV e redes sociais da ALBA.

Um dos convidados especiais para falar sobre o assunto será Orlando Zaccone, doutor em Ciência Política, professor em Criminologia, cofundador do Movimento Policiais Antifascismo e delegado de Polícia Civil no Rio de Janeiro. Também vão compor a mesa online do evento Wagner Moreira (Fórum Popular de Segurança Pública); Raul Santiago (Rede de Justiça Criminal); Altamira Simões (Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas-RENFA); Lívia Almeida (Defensoria Pública do Estado); Tenente Felipe Ambrosi (Comando Geral da Polícia Militar da Bahia); Nadjane Cristina (Coletivo Incomode) e Luciene Santana (Rede de Observatórios de Segurança Pública).

“A política de guerra às drogas é uma farsa institucionalizada, não gera segurança pública e é flagrantemente um instrumento do racismo. É uma necropolítica que vem sendo largamente usada para o extermínio da população negra e periférica. Debater sobre isso é fundamental para a construção de um modelo de segurança pública que jamais seja utilizada para retirada do direito à vida das populações vítimas do racismo”, afirma Hilton Coelho. Presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALBA, o deputado Jacó acredita que, mais do que debater, o Parlamento tem como desafio propor soluções para um tema tão urgente e que envolve toda a sociedade. “A gente já sabe qual é o problema, o fundamental é repensar essa compreensão de guerra às drogas, porque ela só gera mortes, e mortes do povo negro, é uma guerra com forte componente racista, e a partir daí apontar proposições para os órgãos competentes”, defende.




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