A Comissão de Agricultura e Política Rural, da Assembleia Legislativa, retomou, de forma virtual, as atividades na manhã desta terça-feira (18), com a elaboração de uma agenda de trabalho a fim de promover o diálogo com o setor agropecuário baiano. Durante o encontro, foram aprovadas pelo colegiado as realizações de cinco audiências públicas para tratar de temas, como avicultura; cadeia produtiva do leite; fruticultura; a pulverização aérea de defensivos agrícolas; além dos impactos da pandemia na agropecuária baiana, tendo esta última sido marcada para o dia 1º de junho, às 10h.
Conforme ressaltou a deputada Jusmari Oliveira (PSD), presidente da Comissão, apesar de toda a dificuldade apresentada pela pandemia da Covid-19, a agricultura brasileira conseguiu superar obstáculos logísticos impostos pelas medidas de enfrentamento à doença. Para a parlamentar, o setor contribuiu para o abastecimento das prateleiras dos supermercados, e ajudou o povo brasileiro a ter acesso aos alimentos. Entretanto, ressaltou que em dada medida, a pecuária sentiu os impactos.
“A pecuária tem sofrido bastante, e, precisa da nossa atenção. Os grãos subiram de preço, o que encareceu a criação de animais. Isso é percebido com o aumento do preço da carne. Vamos ouvir os pecuaristas e produtores para entender a fundo a situação deles, e ter ferramentas para dar suporte ao setor”, afirmou.
Proposto pelo deputado Eduardo Salles (PP), a Comissão de Agricultura, com exceção do deputado Zó (PC do B), votou pela aprovação do envio para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) de um documento que se posiciona de forma contrária a dois projetos de lei que tramitam na Casa no sentido da proibição da pulverização aérea de defensivos agrícolas. Segundo Salles, a aprovação dos projetos pode impactar negativamente no agronegócio.
“Nós temos que dizer que não estamos de acordo, porque a aprovação dos PLs pode inviabilizar a agricultura. Enxergamos que esses projetos são inconstitucionais”, enfatizou.
Integrante da bancada de oposição, o deputado Paulo Câmara (PSDB) sugeriu a apresentação de uma moção de repúdio à fala do governador Rui Costa que teria dito que se a vacina Sputnik V fosse um defensor agrícola, teria sido aprovada rapidamente pela Anvisa. No entendimento do tucano, o gestor estadual teria desrespeitado o agronegócio baiano. “Ele comparou a vacina com o defensivo agrícola. Isso deixou o setor agropecuário bastante abalado. Foi de uma ignorância tremenda”, afirmou.
O deputado Sandro Régis (DEM) se associou à proposta de Câmara, entretanto, tal ação não prosperou, uma vez que Jusmari Oliveira, Eduardo Salles e Zó votaram contra a moção de repúdio, representando a maioria dos votos.
Além dos parlamentares já citados, a reunião virtual também registrou a presença do deputado Vitor Bonfim (PL).
REDES SOCIAIS