Considerado pelo deputado Marcelino Galo (PT) “um dos maiores ambientalistas do Brasil”, o paulista Mário Mantovani deverá receber o título de Cidadão Baiano na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Em projeto de resolução que apresentou na Casa, o petista considerou que conceder a honraria “a um homem que tem a sua trajetória marcada pela defesa da ciência, da vida, da água, do meio ambiente e da soberania nacional, é reafirmar a necessidade da existência e da luta pela preservação da vida e das nossas maiores riquezas”.
Mário César Mantovani nasceu em Assis, São Paulo, em 1955. Desde criança, contou Galo, o homenageado já queria trabalhar com o meio ambiente. Mudou-se para a capital e lá iniciou o curso de Geografia na PUC, onde se formou. Trabalhou na Cetesb, deu aulas na PUC e foi também professor concursado do Estado de São Paulo, dando aulas em um colégio na periferia da cidade.
Ingressou na SOS Mata Atlântica, trabalhando principalmente com a questão da água, assumindo o cargo de diretor e superintendente, tendo “papel fundamental na Fundação”. O geógrafo atua na área ambiental há mais de 40 anos e agora em 2021 completa 30 anos na SOS Mata Atlântica.
Entre 1983 a 1987 trabalhou na Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo, quando promoveu atividades com prefeituras e auxiliou na criação de novas ONGs ambientalistas. Entrou na área ambiental pela União dos Escoteiros, e contribuiu para a divulgação da Conferência de Estocolmo (1972), primeiro evento da ONU a tratar da questão ambiental e onde foi cunhado o termo desenvolvimento sustentável.
Especialista em manejo de Bacias Hidrográficas, Mantovani sempre teve a água como uma de suas principais causas. Da vida próxima ao rio Paranapanema e diversos atrativos naturais, teve parte de sua carreira também marcada pela luta pela despoluição do rio Tietê. Ele foi presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Alto Tietê.
Para Marcelino Galo, “no momento atual, onde os constantes ataques ao meio ambiente são, infelizmente, uma das marcas mais cruéis deste governo fascista e genocida que desestrutura a Nação e proporciona a morte de centenas de milhares de cidadãos brasileiros”, homenagear Mario Mantovani “é reafirmar a necessidade da existência e da luta pela preservação da vida e das nossas maiores riquezas. Viva o meio ambiente, viva o Dois de Julho, viva o povo da Bahia, viva Mário Mantovani!”, exortou o petista.
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