A inclusão, na Fase 4 da vacinação contra a Covid-19, de lactantes, independentemente da idade da criança, de pessoas com qualquer grau de obesidade e de profissionais que atuam na construção civil e pesada da Bahia foi defendida pela deputada Olívia Santana (PC do B) em indicações encaminhadas ao governador Rui Costa por meio da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
A parlamentar explica que a nova fase de vacinação, iniciada em abril, incluiu diversas categorias de trabalhadores, como profissionais da educação e agentes de segurança pública. No mês de maio, também passaram a receber a imunização portadores de doenças crônicas, pessoas com síndrome de down e outras deficiências permanentes, gestantes com comorbidades.
No documento sobre lactantes, Olívia lembra que este grupo também foi incluído na atual fase de vacinação, porém restrito às mulheres com filhos com idade até seis meses. A deputada entende que não é razoável delimitar o grupo pela idade, medida que, segundo ela, “acabou por excluir centenas de mulheres que se encontram alimentando seus filhos com leite materno”.
“Esta limitação fere as orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que recomenda o aleitamento materno exclusivo por seis meses e continuado até os dois anos ou mais, ou seja, não há uma idade limite para a amamentação, recomendando-se a sua manutenção até que a criança possa transpor a fase da alimentação de forma tranquila e saudável”, diz a deputada.
Ela argumenta ainda que os anticorpos produzidos após a mãe ser vacinada são transmitidos para seu bebê através do leite materno e que, portanto, uma vacina estará protegendo duas pessoas e colaborando para proteger outras pessoas que por ventura cuidem do bebê, como babás, familiares e professoras.
A respeito da obesidade, Olívia apresenta, em indicação específica, um estudo que indica o aumento em 48% do risco de morte no caso de contaminação pela Covid-19 para pessoas com o problema. O risco de internação hospitalar é elevado em 113%, o de precisar de uma UTI, em 74%, e o de utilizar ventilação mecânica invasiva (intubação), em 66%.
“Estes dados, por si só, colocam as pessoas com obesidade num sério risco de morte, uma séria comorbidade que torna o paciente elegível para ser incluído na vacinação contra a Covid-19 nesta Fase 4”, afirma a deputada. Ela alerta, no entanto, que tem havido limitações a esse acesso, sendo exigido determinado grau de obesidade como critério.
CONSTRUÇÃO CIVIL
Quanto aos profissionais que atuam na construção civil e pesada em todo a Bahia, a legisladora ressalta que se trata de “uma categoria que foi e é essencial para a sociedade e precisa ser incluída nesta fase”. Segundo ela, a indicação parte de uma requisição do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira no Estado da Bahia (Sintracom).
De acordo com Olívia, estariam incluídos na categoria, entre outros, os profissionais da área de cerâmicas brancas e vermelhas, artefatos de cimento, mármores e granitos, bem como os trabalhadores das empresas terceirizadas prestadoras de serviços à Coelba, Embasa e Conder.
“A construção de hospitais de campanha e reforma de áreas adaptadas, obras estruturantes, como rodovias, viadutos, construção de edifícios, casas e obras particulares, continuam em andamento, sendo certo que estes profissionais que atuam com dedicação e afinco permanecem arriscando suas vidas diariamente”, declara a parlamentar.
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