O deputado Bira Corôa (PT) quer que a nova estação rodoviária de Salvador seja batizada com o nome de Professor Milton Santos. Para isso, apresentou na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) projeto de lei onde conta a história do geógrafo baiano, nascido em Brotas de Macaúbas em 3 de maio de 1926, formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia em 1948 que, “no entanto, não chegou a exercer a profissão”.
Na França ele fez Doutorado em Geografia na Universidade de Strasburgo e no final dos anos 50 retornou ao Brasil, quando criou o Laboratório de Estudos Regionais. Destacou-se por seus trabalhos em diversas áreas da geografia, em especial nos estudos de urbanização do Terceiro Mundo.
“Foi um dos grandes nomes da inovação da geografia no Brasil ocorrida na década de 1970”, realçou Corôa, ao lembrar que o professor também se destacou por seus trabalhos sobre a globalização nos anos 1990. Foi jornalista e redator do jornal A Tarde de 1954 a 1964. Com o golpe militar de 64, Milton Santos foi morar na França, época em que exerceu a profissão de professor “ali e em outros lugares”, como no Peru, Venezuela, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, França e Tanzânia.
Em 1977 ele retornou ao Brasil e continuou ministrando aulas nas universidades. “A obra de Milton Santos caracterizou-se por apresentar um posicionamento crítico ao sistema capitalista e seus pressupostos teóricos dominantes na geografia de seu tempo”, analisou o legislador, pontuando que o homenageado ganhou o prêmio Vautrin Lud, em 1994, o de maior prestígio na área e considerado "o Nobel da geografia". Milton Santos “foi o primeiro e é o único geógrafo da América Latina a ter ganhado o prêmio”, afirmou Bira Corôa, lembrando que o geógrafo baiano foi agraciado postumamente, em 2006, com o Prêmio Anísio Teixeira. Milton Santos morreu dia 24 de junho de 2001.
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