O deputado Bira Corôa (PT) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), moção de solidariedade aos terreiros e lideranças religiosas de matriz africana de Goiás e do Distrito Federal (DF), que denunciaram ataques e agressões em seus templos, perpetrados por policiais na perseguição ao criminoso Lázaro Barbosa, procurado há 14 dias pelas forças de segurança.
Segundo o parlamentar, os terreiros vêm recebendo diversos ataques e agressões pelas polícias de Goiás e do Distrito Federal, que, na tentativa de capturar o foragido, acusado de autoria de diversos crimes hediondos, “o associa a práticas ‘satânicas’ e, com efeito, às religiões de matrizes africanas”. As ações ocorreram no município de Águas Lindas de Goiás e no entorno do DF, anota o petista, citando ainda a destruição de símbolos sagrados nos locais de culto.
“Essas ações são uma prova inequívoca de como o Estado Brasileiro, através dos seus aparelhos repressores, vem criminalizando as culturas negras, com o intuito de perpetuar a violência e o racismo institucionalizado na sociedade brasileira”, critica Bira Corôa, solicitando que o Parlamento baiano dê conhecimento da moção à Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), ao Coletivo de Entidades Negras (CEN), ao Movimento Negro Unificado (MNU), à Federação Nacional do Culto Afrobrasileiro (Fenacab) e à imprensa.
Ao manifestar sua solidariedade, o deputado evocou o Art. 5º, parágrafo VI, da Constituição Federal do Brasil: é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. “É nosso desejo que o marginal seja capturado e julgado dentro do que estabelece a Lei, ao tempo que reafirmamos a defesa e a proteção dos espaços sagrados de matrizes africanas da região e manifesto a minha solidariedade”, finalizou Corôa.
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