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PL institui Semana de Sensibilização à Perda Gestacional, Neonatal e Infantil

Publicado em: 22/07/2021 04:52
Editoria: Notícia

A deputada Neusa Cadore (PT) apresentou um projeto de lei que institui e insere no calendário oficial de eventos do Estado da Bahia a Semana de Sensibilização à Perda Gestacional, Neonatal e Infantil. Conforme o PL, a mobilização deverá ser realizada anualmente na semana que compreende o dia 15 de outubro.

Segundo Cadore, a ideia é dar visibilidade à temática, e incentivar a luta por respeito ao luto de mães e pais que passam pela delicada experiência. Além disso, o PL tem caráter educativo, uma vez que busca contribuir para a disseminação de informações para pais, familiares e profissionais da área da saúde.

“A perda gestacional, neonatal e infantil precisa ser discutida com vistas a dignificar e reconhecer o sofrimento enfrentado pelas famílias que passam por essa experiência, notadamente a mulher, além de promover a sensibilização da sociedade e humanização do atendimento nos serviços de saúde que atendem essas situações”, afirmou Cadore.

De acordo com a legisladora, falar sobre a morte sempre implica em sentimentos dolorosos e tristes, principalmente, quando se trata da possibilidade de mães e pais enterrarem seus filhos recém-nascidos, ou mesmo aqueles que morreram enquanto estavam sendo gerados.

“É inegável que a interrupção brusca do exercício da maternidade e paternidade que não se concretizou para uma família causa profunda dor emocional, e em relação a mulher, dor física, somada a possibilidade de desencadear sentimentos como fracasso, tristeza, frustração e incapacidade, sendo essencial o apoio e acolhimento adequado para mães e pais enlutados”, argumentou.

Para Neusa Cadore, o tema ganha contornos ainda mais abrangentes na medida em que uma das principais dificuldades das famílias, sobretudo no caso de perda gestacional, neonatal e infantil é quando se atribui ao bebê que morreu "menor importância" pelo curto tempo de vida, minimizando o luto das famílias pelo simples fato de julgarem não ter convivido com o filho. “Em muitos casos, como natimorto, os pais não tem direito a licença maternidade e paternidade, o que pode significar a negação da existência desse filho”, concluiu.



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