A história de resistência e luta de Virgulino Ferreira (Lampião) e Maria Bonita foi reconhecida em uma moção de congratulações do deputado Jacó Lula da Silva (PT). Há 83 anos, morria o casal-lenda do cangaço brasileiro, vítima de emboscada na gruta de Angicos, em Poço Redondo (SE). Em conformidade com o Regimento Interno da Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado petista pediu para que a moção seja inserida na Ata dos Trabalhos da Casa.
Morto em 28 de julho de 1938, juntamente com seu amor e companheira, Lampião foi um fora da lei, aquele que inaugurou "um novo ciclo do cangaço no período em que o banditismo atingiu o seu auge nas pequenas cidades e vilas nordestinas", reportou o jornalista João Pedro Pitombo numa matéria do jornal "Folha de S.Paulo" de 1º agosto de 2018.
A moção de congratulações do deputado Jacó faz menção a esta reportagem, que refaz o perfil controverso de Lampião e o rastro de violência de seu bando por pequenas cidades do Nordeste, com base em depoimentos de moradores e historiadores como Oleone Coelho Fontes e Manoel Neto, coordenador do Centro de Estudos Euclides da Cunha da Uneb.
"Costumo dizer que Lampião inaugurou o Cangaço S/A. Ele criou uma rede de apoio político e logístico que lhe produzia lucros e garantia a sobrevivência", conta Manoel Neto. Virgulino manteve-se durante 17 anos e ficou imortalizado em filmes, livros e cordéis. "Esse é o legado que ninguém questiona. Lampião e o Cangaço seguem forte no imaginário popular do sertão. É parte da nossa história", afirma.
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