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Hilton Coelho se solidariza com os militantes do Coletivo Revolução Periférica

Publicado em: 14/08/2021 07:19
Editoria: Notícia

O deputado Hilton Coelho (Psol) prestou solidariedade a Paulo Galo, Géssica Barbosa e a todos os militantes do Coletivo Revolução Periférica, que estão sendo processados por ato realizado na estátua do bandeirante Borba Gato, em São Paulo. O parlamentar apresentou moção de solidariedade na Casa Legislativa.

“A ação contra a estátua de um genocida é movimentação importante para trazer ao centro das discussões o debate sobre as homenagens a assassinos, genocidas, exploradores, torturadores e fascistas nos espaços públicos do Brasil, um país marcado pela colonização das elites racistas que até hoje operam uma política de ataque e genocídio, de diferentes formas, contra a população mais pobre desse país, especialmente negros e indígenas”, disse.

Galo teve prisão temporária decretada, juntamente com o ativista Danilo Oliveira (Biu) e Géssica, esposa de Galo, que sequer participou do ato realizado, recorreram contra a prisão arbitrária, que foi negada em 2a instância no Tribunal de Justiça de São Paulo, mas concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) sob o argumento de que não haveria “razões jurídicas convincentes e justas” para a manutenção da prisão, bem como ressaltou o caráter político da mesma ao afirmar que a decretação da prisão indicava uma maior preocupação “com o movimento político de que o paciente participa, do que com os possíveis atos ilícitos praticados por ele”. Mesmo após a decisão do STJ concedendo a liberdade, a juíza do caso decretou a prisão preventiva, numa decisão repleta de arbitrariedades, confirmado ainda mais a tese de perseguição política.

“Questionar os monumentos que resguardam as memórias de uma história marcada por mortes, torturas e estupros é fundamental para que possamos refletir sobre a construção de uma outra história do nosso povo, registrando os feitos e as lutas contra a exploração, o racismo e as opressões estruturais”, declarou o deputado.

O deputado acrescentou à discussão, o projeto de lei apresentado pelo seu mandato de nº23.928/2020, que determina a retirada de estátuas, monumentos, placas ou toda e qualquer outra forma de valorização de figuras históricas que estiveram ligadas ao comércio escravagista com a África, dos prédios, espaços públicos, ruas, rodovias, viadutos e logradouros e de toda e qualquer obra ou bem público da Bahia.

Segundo Hilton, é preciso pautar esse debate sobre qual história nós queremos para o Brasil. Um país igualitário, democrático, com cidadania e educação, ou um país de exclusão e violento com mulheres, negros e indígenas.



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