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Robinson diverge do ministro Milton Ribeiro em relação à educação inclusiva

Publicado em: 19/08/2021 07:29
Editoria: Notícia

O deputado estadual Robinson Almeida Lula (PT) protocolou, na Assembleia Legislativa da Bahia, uma moção divergindo do ministro da Educação, do governo Bolsonaro, Milton Ribeiro, por declaração que classificou como “desrespeitosa, agressiva, segregadora e preconceituosa” contra pessoas com deficiência e seus familiares.

Na semana passada durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, Milton Ribeiro disse que a inclusão de alunos com necessidades especiais “atrapalham” o aprendizado de outras crianças sem a mesma condição. “A criança com deficiência era colocada dentro de uma sala de alunos sem deficiência. Ela não aprendia. Ela atrapalhava”, afirmou, na entrevista. Para Robinson, a declaração do ministro de Bolsonaro é mais uma das provas do “descompromisso” da atual gestão do Governo Federal com a educação inclusiva e transformadora.

“O ministro Milton Ribeiro reverbera a opinião do seu governo e prova que nele não há compromisso com a educação inclusiva e transformadora, que garanta oportunidades iguais, combata as injustiças, as desigualdades e respeite os direitos das pessoas com deficiência. Não podemos nos calar diante da fala agressiva, preconceituosa, desrespeitosa e segregadora do ministro de Bolsonaro, por isso repudio esse posicionamento do desgoverno que representa um grande retrocesso a tudo que conquistamos nos últimos anos para a Educação”, afirmou Robinson. Segregação do novo PNEE

A declaração do ministro Milton Ribeiro surge no momento em que o Governo Federal planeja implementar uma nova Política Nacional de Educação Especial (PNEE). Pela proposta do governo, haverá separação de estudantes. Crianças com deficiência passarão a estudar em escolas e salas especiais, não mais ficarão juntas a todos os alunos. “Isso é um evidente retrocesso a toda luta e conquistas, de décadas, por inclusão desses estudantes. A sociedade não pode permitir essa segregação que fomenta o preconceito que é inadmissivelmente praticado pelo governo Bolsonaro”, concluiu Robinson.



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