O presidente da ALBA, Adolfo Menezes (PSD), falou da satisfação em estar ao lado do líder que ele considera ser o maior presidente que o país já teve e o presenteou com uma camisa do Esporte Clube Bahia. Em seu discurso, disse que o Brasil precisa do ex-presidente para ter esperança de dias melhores, pois, atualmente, há casos de pessoas que estão cozinhando com lenha por não terem condições de pagar um botijão de gás. Adolfo ainda criticou o quadro econômico em que o Brasil se encontra, o que tem elevado o custo de vida para a população. Além disso, demonstrou preocupação com a devastação do meio ambiente e invasão a terras indígenas.
Já o presidente do PT na Bahia, Éden Valadares, agradeceu ao chefe da ALBA, Adolfo Menezes (PSD), por abrir as portas do Legislativo para os movimentos sociais e para a legenda, permitindo a realização do encontro. Para o dirigente, o evento entre os representantes de diversas organizações da sociedade e o ex-presidente Lula é um marco que representa alegria para todo o povo baiano. Em seu discurso, Valadares afirmou que o PT possui o compromisso de manter unido o grupo de aliados na Bahia. Com essa estratégia, narrou o petista, a Bahia experimentou um jeito novo de fazer política, com diálogo e inclusão social de milhões de baianos.
Por sua vez, o presidente do PSD na Bahia e senador da República, Otto Alencar, destacou a aliança que possui com o PT na Bahia há mais de dez anos. O congressista explicou que tem desenvolvido o seu trabalho levando em consideração a missão delegada pelo povo baiano, fazendo oposição de forma responsável ao Governo Federal. Para o dirigente, Lula é uma figura política com capacidade para reconstruir o país e estabelecer a pacificação tão esperada. O ex-governador e também senador Jaques Wagner (PT) disse que seu correligionário, enquanto presidente da República, trouxe novos ares à Bahia e ao Nordeste, com a implantação de universidades e institutos federais, construção de conjuntos habitacionais, programa Luz Para Todos, entre outros. Assim, declarou o parlamentar, o momento tem indicado que as pessoas estão em busca de esperança e prosperidade.
O governador Rui Costa (PT) afirmou que o momento político vivido pelo país demanda diálogo com afeto, amor e alegria, sentimentos que precisam substituir o ódio destilado por alguns segmentos. Para o chefe do Executivo baiano, um dos problemas identificados no país é a herança escravocrata que perpetua o racismo, pois há pessoas que são incapazes de sentirem orgulho com uma filha de mãe doméstica se formando em Medicina, ou ainda que se incomodam com a construção de casas para os mais pobres. Conforme destacou o governador em seu discurso, o povo brasileiro não merece estar vivendo a situação em que se encontra.
A deputada federal Gleisi Hoffman, presidente nacional do PT, explicou que a viagem de Lula à Bahia integra uma rodada de visitas que o partido pretende fazer em todo o Brasil. Segundo a legisladora, a caravana não tem sido executada da forma que gostaria em decorrência da pandemia de coronavírus e lamentou o fato de ter que restringir o acesso da militância aos eventos com o ex-presidente. Em seu discurso, a dirigente agradeceu aos apoiadores de Lula pela constante vigília realizada em Curitiba, no Paraná, onde ele esteve preso durante 580 dias. Para a presidente, a mobilização ali realizada não era em prol de um homem, mas, sim, em defesa de um projeto de país.
Aplaudido pelas representações de movimentos sociais presentes ao encontro, o ex-presidente Lula contou que a primeira vez em que falou na ideia de criar um partido estava na Bahia, onde participava de um congresso do setor petroquímico. O objetivo, justificou o petista, era pavimentar caminho para cuidar do povo brasileiro e dar à classe trabalhadora a possibilidade de deixar de ser coadjuvante para ser sujeito da história. Ao tratar da necessidade de reconstruir o Brasil, Lula lembrou que o país sempre teve boa relação com outras nações, já teve a sexta maior economia do mundo e não pode, frisou, ser tratado como uma ‘republiqueta’.
Ao falar do momento vivido pela população brasileira, o ex-presidente destacou a contradição em que há pessoas passando fome, enquanto o país é o terceiro maior produtor de grãos no mundo e o maior exportador de carne. Para Lula, o Brasil só será justo quando o pobre não precisar pedir favor para ter o que comer, ter condições para realizar três refeições ao dia e ter a oportunidade de cursar uma faculdade. O líder político afirmou ainda que o quadro político enfrentado pelo país teve início com o sentimento na sociedade de negação da política, cenário que resultou no crescimento do bolsonarismo.
Além das autoridades que tiveram oportunidade de realizar discurso para o público no auditório, estiveram presentes no evento deputados e deputadas estaduais: Bira Corôa (PT), Marcelino Galo (PT), Rosemberg Pinto (PT), Fátima Nunes (PT), Neusa Cadore (PT), Maria del Carmen (PT), Osni Cardoso (PT), Paulo Rangel (PT), Robinson Almeida (PT), Jacó (PT), Zé Raimundo (PT), Euclides Fernandes (PDT), Roberto Carlos (PDT), Jurandy Oliveira (PP), Niltinho (PP), Bobô (PC do B), Olívia Santana (PC do B), Alex da Piatã (PSD), Diego Coronel (PSD), Alex Lima (PSB), Marcelo Veiga (PSB) e Fabíola Mansur (PSB). Os parlamentares federais foram: Afonso Florence (PT), Jorge Solla (PT), Valmir Assunção (PT), Joseildo Ramos (PT), Zé Neto (PT), Waldenor Pereira (PT), Lídice da Mata (PSB), Daniel Almeida (PC do B) e Alice Portugal (PC do B), além da ex-deputada e prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT), secretários estaduais, vereadores e vereadoras de Salvador.
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