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Olívia Santana lamenta morte do líder religioso Babá Jorge

Publicado em: 01/09/2021 07:42
Editoria: Notícia

A deputada Olívia Santana (PC do B) lamentou a morte do candomblecista Jorge Cerqueira de Amorim, popularmente conhecido como Babá Jorge. Por meio de Moção de Pesar, a parlamentar ressaltou que, apesar do falecimento do sacerdote de 72 anos, ele continuará sendo uma referência do Candomblé de origem Ketu no Brasil.

“Presto homenagens à memória do querido Babá Jorge, me solidarizo com seus familiares, amigos, amigas, filhas e filhos do Ilê Axé Ìbèsè Alàkétu. A trajetória de luta contra a intolerância religiosa, expansão e fortalecimento do Candomblé, faz de Jorge Cerqueira de Amorim um líder que merece o reconhecimento da Assembleia Legislativa da Bahia, de modo que seu nome e história fiquem esculpidos nos anais desta augusta Casa Parlamentar”, disse Olívia.

Nascido em 1949, Jorge Cerqueira do Amorim era filho de Eremita de Paula Amorim e Manoel Cerqueira do Amorim, respectivamente também conhecidos como Mãe Morena de Nanã e Pai Nezinho de Ogum, duas veneráveis figuras da nossa ancestralidade africana .

Babá Jorge tem raízes fincadas no Ilé Omi À Ìyámásè e no Ilê Axé Ìbèsè Alàkétu, onde recebeu axé, iniciou a vida religiosa, aprendeu, ensinou, fez filhos, filhas, amigos, amigas e constituiu família. Trata-se de um líder religioso de matriz africana cuja trajetória de vida é marcada pela persistência, trabalho incansável e compromisso permanente com os Orixás e seu povo, especialmente de Governador Mangabeira, no Recôncavo da Bahia.

A oralidade é o elemento fundamental de transmissão de saberes e fazeres de uma geração a outra na tradição do Candomblé. Babá Jorge era considerado uma biblioteca, uma fonte necessária para apreensão de conhecimentos, acesso à história e produção de informações sobre a cultura, relações sociais e liturgias do Candomblé. Aprendiz e sucessor do saudoso Pai Nezinho de Portão, Babá Jorge deu continuidade à relação com o Ilé Omi À Ìyámásè, acompanhou a venerável Mãe Menininha do Gantois, firmou relações e amizades com várias outras lideranças religiosa em Salvador, Cachoeira, Muritiba, São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades brasileiras.



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