O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado Adolfo Menezes (PSD), se congratulou com o povo de Ipirá, no Território de Identidade da Bacia do Jacuípe, pela passagem do aniversário de 167 anos de fundação do município. A data magna do povo ipiraense é comemorada neste 20 de abril.
Em sua moção, o chefe do Legislativo mencionou o livro “A Saga do Camisão Rumo a Ipirá”, de autoria de Dilemar Costa, que narra a chegada daquele que seria um dos primeiros moradores do município. De acordo com a obra, o primeiro rancheiro da localidade onde hoje está Ipirá foi o português Valério Pereira de Azevedo, que recebeu as terras do rei de Portugal em meados do século XVII. Ele ficou conhecido como o “Homem do Camisão” por trajar camisolões de algodão rústico, semelhantes a chambres. Tal característica deu nome ao local, que recebeu, ao longo dos anos, nomes como “Povoado do Camisão”, “Freguesia de Sant’Ana do Camisão” e “Vila de Sant'Ana do Camisão”.
A história de formação da região é marcada pelos embates entre índios e colonizadores. Em 1753, foi instituída a ‘Freguesia de Sant’Ana do Camisão’, constituída também pelas localidades Nossa Senhora do Rosário do Orobó e a de Nossa Senhora das Dores do Monte Alegre. No século seguinte, em 1855, o local passou à categoria de vila com o nome Santana do Camisão, pois reuniu outras freguesias como as de Baixa Grande, Mundo Novo, Gavião e Serra Preta. “Nessa ocasião, foi desmembrada da Comarca de Feira de Santana e integrada à de Cachoeira, perdendo também algumas das suas localidades associadas que foram emancipadas à condição de freguesia, como Serra Preta, Nossa Senhora do Rosário do Orobó e Monte Alegre”.
Somente em 1931 a localidade passou a se chamar Ipirá, termo de origem indígena que significa rio de peixe. “A ocupação de Ipirá começou no mesmo contexto dos demais municípios situados próximos ao Rio Paraguaçu, pois o mesmo era a principal fonte de ligação entre o recôncavo, a capital e o interior do Estado”, assinalou o presidente da ALBA. O parlamentar ainda destacou a importância do município no cenário baiano e enalteceu o povo ipiraense, que classificou como “forte, festeiro e hospitaleiro”.
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