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Integrantes da Comissão da Mulher se solidariza com a vereadora Luciana Tavares

Publicado em: 30/05/2022 20:08
Editoria: Notícia

Deputada Olívia Santana (PCdoB), presidente da Comissão dos Direitos da Mulher da ALBA
Foto: AscomALBA/AgênciaALBA
Uma moção subscrita pela quase totalidade da Comissão dos Direitos da Mulher foi protocolada na Secretaria Geral da Mesa em apoio à vereadora Luciana Tavares, de Lauro de Freitas, cujo exercício do mandato vem lhe rendendo agressões e ameaças. “Desde que se elegeu, Luciana Tavares vem enfrentando o ódio e a violência por parte de alguns dos seus pares, por ser mulher, negra e por enfrentar as pautas que afligem a população de Lauro de Freitas”, diz o texto em que a Secretaria de Segurança Pública é cobrada para que “investigue as ameaças e todo esse contexto de crimes políticos que tem manchado a histórica cidade de Lauro de Freitas”.



A gota d´água que motivou a manifestação ocorreu no último dia 5, quando um vereador afirmou dentro da Câmara que a colega tinha sorte de ser mulher, pois “se fosse homem já tinha metido a mão em você há muito tempo”. De acordo com a moção, a reação atentatória foi motivada pelo requerimento de Luciana para que se fizesse uma análise técnica sobre a possibilidade de que a prefeitura de Lauro de Freitas incorporasse como bem público uma área privada, que se encontra abandonada, conhecida como Carandiru, na comunidade de Vila Nova, em Portão.



De acordo com o documento, a iniciativa contraria interesses de quem promove a especulação imobiliária na região. A vereadora, por sua vez, já disse que teme por sua integridade física, psicológica e moral, ainda mais depois do episódio relatado. “É inaceitável e grave o estado de insegurança ao qual está submetida a vereadora Luciana”, diz o texto, denunciando ainda que “querem a todo custo impedir que uma mulher do povo exerça o seu mandato como uma das poucas naquele espaço público”.



Os parlamentares exigiram que o “Estado e suas instituições precisam garantir que a vereadora Luciana Tavares possa exercer seu mandato em paz”.As titulares Fabíola Mansur (PSB), Olívia Santana (PCdoB), Fátima Nunes (PT), Katia Oliveira (UB), Ivana Bastos (PSD) e Neusa Cadore (PT), além dos suplentes Maria del Carmen (PT) e Jacó (PT) repudiaram “a violência política, a truculência como resposta ao sucesso de uma vereadora, que ousou vencer as eleições, nos braços do povo, derrotando os tradicionais homens brancos endinheirados do município”. Para eles, “a estrutura racista e patriarcal não suporta ver negras exercendo poder. É como se o povo preto estivesse fora do lugar”.


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