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Olívia Santana aplaude assunção de Gilberto Gil como imortal da ABL

Publicado em: 10/06/2022 15:53
Editoria: Notícia

“A Bahia, uma mandala de culturas, que une terras áridas e águas sagradas num caldeirão de diversidade, deu a ele régua e compasso com infinita criatividade para alcançar o Brasil, como filho, irmão e pai. O sertão, da terra de Ituaçu, criou para o mundo o menino que empunhou o violão como ferramenta do bem contra o mal”. As palavras da deputada Olívia Santana (PCdoB) expressam o sentimento de alegria em ver o reconhecimento do trabalho e da vida do cantor, compositor e poeta Gilberto Gil, o mais novo imortal a tomar posse na Academia Brasileira de Letras. Em moção de aplausos, apresentada na Casa Legislativa, a comunista traçou um perfil do ex-ministro da Cultura, que desde o dia 8 de abril de 2022 ocupa um lugar de destaque entre os ilustres acadêmicos do Brasil.



Com quantas sílabas mágicas se escreve Gilberto Gil?, questiona a legisladora. Para ela, entre estes guerreiros da sensibilidade (trabalhadores que suam com seus corpos e mentes, que desafiam os opressores com palavras que acordam e libertam) estão os compositores populares. No documento, a parlamentar cita os versos da música de outro artista, o mineiro Milton Nascimento, para ilustrar a importância do músico baiano: “Se todo artista deve estar onde o povo está, e se ele sempre esteve aqui, é porque a vida e a natureza lhe deram sensibilidade para traduzir o que é cultura em arte e poesia. Ele, Gilberto Gil, um griot (aquele que preserva e transmite a história), uniu as pontas das melhores histórias que se pode contar e cantar em prosa e verso”, manifestou a deputada, acrescentando que “a nossa terra mater nos premiou com um filho que a todos orgulha: Gilberto Passos Gil Moreira”.



A presidente da Comissão de Direitos da Mulher da ALBA também enaltece a Bahia de multiterritórios de oralidades e musicalidades genuínas em expressões populares, artísticas, comunitárias e religiosas, uma terra que sempre ofereceu ao mundo uma literatura sem fronteiras e escritores renomados, de Rui Barbosa a Jorge Amado, de Afrânio Peixoto a Dias Gomes, de Herberto Sales a Antônio Torres, de Adonias Filho a João Ubaldo Ribeiro. Todos eles, prossegue, com seus livros que se tornaram imortais no olimpo da Academia Brasileira de Letras.



“Nossas saudações de reconhecimento e alegria ao nosso Gilberto Gil, autor de centenas de lindas canções, com letras emocionantes, que há mais de 50 anos fazem parte da memória coletiva e afetiva de todos nós, agora, muito merecidamente, como imortal da Academia Brasileira de Letras, um trono justo para o poeta maior da nossa ancestralidade da África. Obrigada, Gil! A sua literatura nos preparou para tantas emoções novas, doces e bárbaras, recivilizou uma geração para criar asas como um super-homem e, silenciosamente, falar com Deus”, manifestou Olívia Santana, que destacou também a passagem do artista pelo Ministério da Cultura, através das ressignificações dos conceitos de descentralização, dos pontos de cultura e os milhões de frutos da extensão de sua obra de escultor de palavras inspiradoras, e que ainda ecoam nas novas e novíssimas gerações.



“Você, que já nos representou como embaixador da FAO, artista da paz da Unesco, agora nos leva juntos e juntas a cantar as melhores saudações de reconhecimento. Axé! Se é imortal agora, mestre e guia sempre foi. Com você andamos com fé para onde for e onde estiver. Salve, Salve, Gilberto Gil! Aquele abraço!”, encerrou a deputada, que fez questão de ressaltar o apoio, à moção de aplausos, referendado pelos artistas e intelectuais baianos, a exemplo de Antônio Carlos Vovô, do Bloco Afro Ilê Aiyê, Margareth Menezes, Alberto Pitta, Juliana Ribeiro, João Jorge Rodrigues, do Bloco Afro Olodum, Gilsoney de Oliveira, do Afoxé Filhos de Gandhy, Geraldo Miranda do Bloco Afro Muzenza, Claudio Araújo, do Bloco Afro Malê Debalê e os escritores João José Reis e Itamar Vieira Júnior.



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